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11.5.17

Não, não vou me calar!

O dia de ontem, 10/05/2017, foi sui generis e muito importante, embora o evento do depoimento do Lula em si não se tratasse de nada absurdamente normal, como fez questão de ressaltar o próprio Juiz Sérgio Moro.

As redes sociais e a mídia tentaram e mostraram uma “polarização”, tal qual nas últimas manifestações e no processo de impeachment. O presidente Michel Temer criticou essa polarização dos nossos dias, chamando-a de “embate permanente”, e pedindo o fim da “raivosidade” da sociedade, que seria uma forma de pacificar o país...

Alguns amigos também fizeram questionamentos à minha postura de enfrentar o debate, contra argumentar e gerar polêmicas inúteis com pessoas que não estão dispostas a enfrentar a realidade e aceitar a verdade: que fomos assaltados por uma cleptocracia que corrompeu os fundamentos de nossa sociedade e de nossa nação.

Pois bem. Toda essa atmosfera me fez pensar novamente a esse respeito, pois há algum tempo eu próprio já vinha me questionando: vale a pena? Compensa enfrentar incansavelmente as mentiras e as meias-verdades, as respostas corretas para as perguntas erradas, o cinismo, a arrogância, a desfaçatez e a completa falta de caráter de alguns próceres, que permeiam todo o tecido social e ecoam no discurso vazio e robotizado de boa parte do povo brasileiro, dos mais cultos e intelectuais aos mais humildes?

Há algum tempo eu assisti pelo Youtube a uma audiência do Papa Francisco, na qual ele ressaltava o dever cristão de participar da Política – com “P” maiúsculo - ou seja, buscar o interesse de todos, o bem comum. Segundo Sua Santidade, esta seria a maneira mais nobre e efetiva de praticar a caridade, uma das maiores – senão a maior – virtudes cristãs. E eu concordo. A boa política visa o bem comum, o bem de todos!

Algumas palavras de personagens da história – e da minha história – também fizeram parte dessa reflexão. Entre elas, a de Martin Luther King: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons. ”.  Lembrei-me de uma música dos tempos do grupo de jovens na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Varginha: “O profeta”, baseado na passagem do Profeta Jeremias (Jr 1,5):
Tenho de gritar, tenho de arriscar, ai de mim se não o faço!
Como escapar de Ti? Como não falar se Tua voz me queima dentro?
Tenho de andar, tenho de lutar, ai de mim se não o faço!
Como escapar de Ti? Como não falar? Se Tua voz arde em meu peito.

Também fez parte desse momento a passagem do procurador Deltan Dallagnol em seu livro, na qual refere-se às suas experiências frustradas de ver prevalecer a justiça, e a súbita vontade de desistir. Quase que uma reprise do “Triunfo das Nulidades”, de Ruy Barbosa, texto ao qual meu pai sempre se refere quando falamos de política... Uma amiga minha chamou-me a atenção pela paciência e frieza do juiz Sérgio Moro no interrogatório do Lula, insistindo e persistindo perante a desfaçatez e empáfia do fulano...

Tudo isso junto e misturado só fez reforçar minha convicção de que não podemos desanimar: foi justamente por confundir a política com civilidade – sim, um de seus sinônimos – que deixamos a gritaria dos poucos maus (enganados, auto enganados, ou simplesmente pilantras mesmo) prevalecer sobre o silêncio da imensa maioria dos bons, reforçando o discurso de Luther King. Como já dizia o famoso Marquês de Maricá, “Aprovamos algumas vezes em público por medo, interesse ou civilidade, o que internamente reprovamos por dever, consciência ou razão”.

Não, não vou me calar. Vou enfrentar até o fim dos meus dias a mentira, a falta de caráter, a corrupção. Para os desavisados ou dissimulados, incluídos aí V. Excia., o presidente Temer, não se trata de ódio ou “raivosidade”, mas de indignação. Afinal, como disse Santo Agostinho, “A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”. Não me faltam motivos para a indignação, e não me falta coragem para enfrentar a longa e árdua batalha à qual me lancei! 

E, para finalizar, mas também justificando minha tomada de posição e tentando motivar todos aqueles que ainda permanecem na dúvida ou na “zona de conforto”, vai aqui outra citação que conheci no maravilhoso filme "Tears of Sun" - Lágrimas do Sol (2003), com Bruce Willis e Mônica Bellucci, que ao final exibe a frase de Edmund Burke (1729 - 1797) “Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada.”

21.1.17

Dancin' Days e meu primeiro contato com a corrupção.

O ano era 1979, e o mês, março. Recordo-me claramente de estar na sala da 8ª série B, última sala na ala direita da Escola Estadual Deputado Domingos de Figueiredo, o "Industrial", de Varginha. O ano letivo mal começara, e eu tinha novos colegas de classe que ainda nem conhecia.

Naquela manhã, Dona Aída, a secretária da escola - uma senhorinha de pouco mais de um metro de altura, mas cujo respeito obtido dos alunos era enorme, e que se fazia valer de discursos desmoralizantes - as suas famosas "descomposturas" - entrou em nossa sala e anunciou, sem muita cerimônia, que eu havia sido escolhido como o melhor aluno das 7ªs séries da região sob a gestão da regional da secretaria estadual de educação. E, como prêmio, iria à Brasília assistir a posse do que seria então o último presidente do regime militar, João Baptista de Oliveira Figueiredo, que ocorreria em 15 de Março. Dona Aída até detalhou o programa: iríamos em grupos até o Mineirinho, em BH, seguindo depois para Brasília. Com tudo pago pelo Governo: viagem, hospedagem e alimentação!

Foi uma festa na sala de aula: gritos, risadas, alegria. A professora de Português, Dª. Maria José, veio cumprimentar-me. Os colegas remanescentes da sétima série fizeram um auê danado, levando uma "descompostura" de Dona Aída, claro. Eu me recordo de ter um pacote de Halls cheio, pois havia recém terminado o "recreio", e distribuí generosamente com a turma... Não sobrou nada!

Naquele dia cheguei em casa exultante: mal podia conter a alegria! Fui correndo contar para minha saudosa mãe, que ficou orgulhosa e radiante, obviamente. Qual mãe não ficaria? Passei os detalhes recebidos de Dona Aída, segundo a qual eu deveria procurar as orientações sobre a viagem na secretaria regional de ensino. Minha mãe, de pronto, já me avisou que precisaria de roupas novas, claro. E sapatos! Afinal, seria uma memorável viagem até a capital do Brasil!

Logo após o almoço fui apressado até a tal SRE, que funcionava em um prédio nos fundos da Praça Getúlio Vargas, logo abaixo da antiga rodoviária. Eu era ainda muito tímido, e ficava muito vermelho quando precisava falar com estranhos. Pedir informação, então, era uma tarefa e tanto! Falei com a mulher da recepção, que disse-me não saber de nada, mas encaminhou-me para um andar qualquer. Cheguei em uma sala com duas mulheres e contei alegremente minha história, perguntando o que deveria então fazer. Veio então o choque: bastante displicente, uma daquelas mulheres disse-me que havia ocorrido um engano. Não era eu o escolhido, mas sim uma menina do Colégio dos Santos Anjos - o mais reservado da cidade, onde só estudavam meninas da mais fina sociedade do sul de Minas!

O choque foi tamanho que mal consegui ficar sobre minhas pernas. Faltou voz. Secou a garganta. Umas lágrimas começaram a correr... Com a voz meio embargada, agradeci e saí rapidamente, mas deu tempo de ouvir a mulher comentar: "tadinho, ficou tão chateado!"... A distância até minha casa aumentou, o sol parecia mais quente, e um silêncio mortal tomou conta de mim. Cheguei em casa e contei o ocorrido para minha mãe, que me consolou e disse: "Calma, deve ter havido algum engano. Amanhã você fala com a Dona Aída e a Dona Zaíra" - então diretora da escola - "e tudo será resolvido, você vai ver".

A noite não chegava. O amanhã não chegava. Mal consegui dormir. Fui apressado naquele dia para a escola, desesperado para ouvir que a notícia era verdadeira, que eu viajaria, sim! Qual o quê! Falei com a Dona Aída, que ficou de ligar para a secretaria e esclarecer o assunto. Alguns dias se passaram, e nada! Até que a Dona Zaíra chamou-me em sua sala e explicou, candidamente, que realmente "haviam se enganado lá na SRE, pois a melhor aluna era mesmo do Santos Anjos". Percebendo minha decepção e tristeza, tratou de consolar-me, pois eu era tido em alta conta por ela. Mas pouco adiantou... Fui embora mais cedo. Cheguei em casa totalmente acabado. Não conseguia entender aquilo... Fiquei tão abatido que mal conseguia comer. Queria sair da escola, parar de estudar...

Minha mãe fez algo impensável naqueles tempos: disse para eu tirar uma folga na escola. Como estávamos perto do carnaval, ela mandou-me para o sítio da Dona Filomena - sua comadre - onde regularmente passávamos férias. Fui eu, minhas irmãs Rosângela e Maria Aparecida. Todos "matamos" alguns dias de aula!

Minha irmã Rosângela já tinha suas economias, das nossas vendas de pastel e da venda de panos de prato que pintava, e então comprou um LP com os sucessos internacionais da novela Dancin' Days, que tinha recém terminado. O Márcio, filho da Dona Filomena, tinha uma "eletrola" Phillips, à pilha, na qual aquele disco ficava tocando à noite, enquanto conversávamos ou simplesmente ficávamos sentados à porta da sala, olhando as estrelas e ouvindo o barulho dos raros carros que passavam na rodovia à beira do sítio. Foram poucos mas memoráveis dias, aqueles! E saudosos! E foi o meu prêmio de consolação por ter sido preterido (ou substituído) na lista daqueles quase 12 mil jovens que ouviram, no ginásio de esportes Presidente Médice, o presidente João Baptista de Figueiredo discursar de improviso, às 15 horas daquele 15 de Março de 1979, como noticiado na mídia (Veja aqui)...

Pouco tempo depois, quando já estudava eletrônica na ETEV, fique sabendo da providencial manipulação havida na secretaria, pois afinal de contas "não era para Varginha ser representada por um qualquer na posse do presidente": tinha que ser alguém da elite, ora bolas! Como um menininho franzino, sem "pedigree", sem a menor "classe", poderia fazer jus a tal mérito??!! Quanta audácia!!!

Hoje, ao ouvir músicas como Night Fever, Stayin' Alive (Bee Gees), que faziam parte de um Dancin' Days Medley das Harmony Cats, ou então Scotch Machine (Voyage), Rivers of Babylon (Boney M.) ou Automatic Lover (Dee D. Jackson), tais lembranças retornam bem claras. Lembro-me daqueles dias, do Márcio e da Dona Filomena, Dona Aída, Dona Zaíra e de minha mãe, todos já falecidos... Guardo como recordação um LP semelhante, comprado muitos anos depois em um sebo de discos em Curitiba. E a mágoa de ter sido enganado e humilhado, nos meus tenros quatorze anos de idade, pelo "sistema", em razão do orgulho besta e da falta de caráter de alguns poucos. 

Foi meu primeiro contato mais chocante com a corrupção, embora eu certamente não fazia a menor ideia disso, à época.

19.10.16

Sobre mentiras e a velha política.

Eu já tinha assimilado a idéia de não participar das discussões políticas sobre o segundo turno em Curitiba. Votei no Greca no primeiro turno e votarei nele novamente. As razões para tanto são simples: é uma pessoa de fé, educado, culto, inteligente e contra quem não pesam acusações. Além disso, já foi prefeito de Curitiba e foi um bom prefeito. Em uma época em que o PT ainda posava de vestal e infernizava a vida de seus adversários, o Greca  fez uma boa gestão, sobreviveu sem maiores danos e ainda elegeu seu sucessor.

Com não gosto de tomar decisões sem firmar uma posição, sem conhecer bem a questão, fui ler um pouco mais sobre o outro candidato, sua vida, realizações, propostas... Quase um dever de ofício de todo eleitor, sumariamente negligenciado pela maioria, infelizmente. Pois bem. Não consegui encontrar nada que motivasse uma mudança de minha opção.

Ouvindo a propaganda eleitoral retomada na último sábado, 15/10, consolidei minha opção. O principal motivo é a mentira, a arma do diabo, a velha forma rasteira de fazer política e enganar as pessoas. Na propaganda desse candidato ouvi a surrada frase "você não vai votar em quem não gosta de pobre, não é?", remetendo à fatídica história contada pelo Greca sobre o dia em que vomitou ao levar um pobre em seu carro para ser atendido pelo serviço social. Com isso, o Greca garantiu para si a pecha de ser elitista, nojento, excludente e "que não gosta de pobre". Para quem, como eu, foi procurar conhecer todo o contexto e a forma na qual essa frase fatal foi proferida, não resta dúvida que a fala do Greca remetia ao reconhecimento do difícil e importante trabalho de assistência social, ao amparo aos necessitados, levado a termo por pessoas que sacrificam suas vidas em prol dos carentes e abandonados, às quais ele honrava e expressava admiração em sua fala. Somente por leviandade, burrice ou muita má-fé – infelizmente, coisas que abundam nesses tempos obscuros em que vivemos - alguém que ouvisse toda a história poderia depreender que se tratava simplesmente de asco, de nojo ou repugnância aos pobres (no caso em questão, certamente mais um miserável, mendigo ou morador de rua).

Muitos dos que fizeram e fazem cara de desaprovação e torcem o nariz para o que foi veiculado a exaustão – fora de contexto e ainda reforçando o lado pejorativo com uma locução empolada -  jamais se aproximariam de um "pobre" nas condições em que o Greca o fez! Certamente desviam-se das pessoas que dormem sob as marquises na Rua XV, na Cruz Machado ou na Sete de Setembro (entre tantas outras, infelizmente!) para não sentir o mau cheiro que exala daqueles amontoados de seres humanos ao relento. Dizer que isso é nojo é fácil: quero ver encarar! Quero ver aproximar-se de uma dessas pessoas, cuidar dela, dar-lhe banho, alimentá-la, dar-lhe carinho e atenção! E era exatamente a isso que o Greca se referia em sua fala. Que ele não tinha essa competência! Que, como a imensa maioria das pessoas – grande parte entre os que agora o acusam, o julgam e o criticam, explorando eleitoralmente o episódio – sentiu-se mal diante de tal quadro degradante. Eu mesmo afirmo que sinto-me assim, quando estou próximo de pessoas de rua, mendigos, que passam dias sem banho, sem o mínimo de higiene... E ainda sofro por pouco fazer para tirá-los daquela situação em definitivo, não apenas momentaneamente, não apenas superficialmente...

E aí vem alguém posando de ser superior! Ora, bolas! Deixo aqui um desafio: faça a mesma experiência! Socorra um mendigo, dentre os muitos que encontramos atualmente em Curitiba! Coloque-o em seu carro, e diga, com sinceridade que sentiu-se muito bem, que aquele odor da miséria transformou-se em perfume! Oh, maldita hipocrisia!

Ainda na mesma propaganda eleitoral o outro candidato vem propondo uma solução inovadora na área da Saúde: o cartão PAS, que reuniria as principais informações sobre o usuário do sistema público de saúde em Curitiba. Pois bem, isso já existe! Em 1999, a prefeitura implantou nas Unidades de Saúde o Prontuário Eletrônico - que contemplava também o Cartão Qualidade Saúde - interligado ao Laboratório Municipal, à Central de Procedimentos - responsável por consultas e exames especializados - e à Central de Regulação. Eu mesmo participei da construção da primeira versão do sistema e sua implantação em duas Unidades de Saúde, à época. Depois, em 2012, o modelo foi atualizado. Ou seja, o candidato propõe implantar algo que já existe há bom tempo.

Entre essas e outras atitudes, além das alianças já tornadas públicas, o candidato em questão deixa transparecer que é, ele próprio, adepto e praticante da velha política, calcada em manipulação e mentiras, tal como muitos aos quais ele se aliou. 

Nos últimos anos reaprendemos a duras penas o que acontece quando escolhemos, para nos governarem, pessoas exímias nos discursos recheados de falácias e mentiras. Nossa triste situação atual, como sociedade, como nação e como país, é a prova irrefutável de que devemos priorizar o combate à mentira e à velha política.
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23.3.16

Não vai ter (mais) golpe!

Tenho ouvido a gritaria dos petralhas e esquerdopatas – e da turba ensandecida (ou iludida) que ainda conseguem recrutar com base nos trinta dinheiros, pão com mortadela e tubaína – que se resume a frases de efeito do tipo "Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo" e "Não vai ter golpe".

Ainda ontem, cruzando uma praça, pude ouvir uma pessoa falando isso ao telefone – melhor, gritando, como se quisesse ser ouvida por toda a praça, de forma que talvez nem fosse necessário o aparelho para falar à distância – e insistindo na "defesa da democracia" com o "não vai ter golpe", tentando convencer um interlocutor aparentemente renitente...

Para nós, os que estamos melhor informados e não nos deixamos seduzir pelo canto da sereia petista, faço uma pequena – mas crucial – correção nesse griteiro. O correto é "Não vai ter mais golpe!". Sim, pois temos sido golpeados desde 1980, com a fundação do PT, e a subsequente criação do Foro de São Paulo, em 1989.

Fomos golpeados pela eleição fraudulenta do molusco, irrigada pelo dinheiro da corrupção oriundo das administrações petistas e verbas federais via CUT, MST et caterva. Fomos golpeados no Mensalão. Fomos golpeados na reeleição do molusco irrigada pelos milhões do Mensalão, Correios, fundos de pensão, Petrobrás (é, agora sabemos que já rolava o Petrolão...). Fomos golpeados com a eleição do poste federal, com dinheiro do Petrolão, Eletrolão, BNDES e o uso político de dinheiro e de todo o aparato federal junto com os sindicatos,  "movimentos sociais" e a "sociedade civil organizada". Fomos golpeados com a reeleição do poste com recursos do Petrolão, BNDES, Eletrolão, fundos de pensão, Copa do Mundo, apuração digital da Smartmatic...

Ufa!!! É golpe que não acaba mais! E isso porque, o que sabemos – se é que sabemos – não é tudo!

Então, chegou a hora do basta! O grito, que agora ecoa nas ruas e já começa a reverter o domínio lulopetista e esquerdopata na academia, na imprensa e na sociedade em geral é: "Não vai ter mais golpe!"

A partir disto, é tudo com base na constituição, código penal e apoio à República de Curitiba!

16.2.16

Somos todos Gramsci

A pouco li no blog do Reinaldo Azevedo (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/parecer-de-janot-sugere-que-ele-nao-quer-punicao-para-dilma-nem-agora-nem-depois/)  um post sobre a "opção" do procurador Janot por condenar empresários e deixar os políticos livres ou aplicar-lhes penas leves, como já ocorreu no Mensalão. 
Reinaldo fala de uma "água" que provoca tal estado...É triste constatar, mas é fato: a imensa massa dos servidores públicos, políticos e autoridades de nosso Brasil é consumidora contumaz desta "água", defensores dos pobres e inocentes "companheiros" que são, diuturnamente, achacados e compelidos por gananciosos empresários – esta raça gulosa e impiedosa que, juntamente com os latifundiários, desgraça o país – a cometerem ilicitudes, desvios e ilegalidades.
Nossos ingênuos políticos, as autoridades acabrunhadas e os servis funcionários públicos, junto aos assessores dos diversos escalões, são vítimas! Basta ler a frase publicada ontem no mesmo blog sob o título "ZELOTES – Documentos reforçam suspeitas sobre Erenice, ex-braço-direito de Dilma" : 'Segundo a PF, o objetivo é averiguar se eles foram "corrompidos" ou foram "vítimas" de tráfico de influência praticado por lobistas'.Não é de uma candura de fazer chorar? 
O raciocínio de Sua Excia, o procurador, é apenas uma pequena extensão deste universo filosófico moldado por décadas a fio por mentes esquerdistas doentias. 
Não "somos todos Lula", mas "somos todos Gramsci"!

8.6.15

Uma singela homenagem...

Certos homens cumprem seu papel com distinção em sua passagem por este "vale de lágrimas", e deixam nele impressas as pegadas de seus passos, tal como uma trilha a ser seguida por aqueles que virão. Um destes homens é o Profº. Wanderley Bueno Oliveira, com quem tive a honra de conviver como aluno na ETEV, de 1980 a 1983, e como subordinado, no período em que lecionei naquela instituição, de 1984 a 1985. Falecido em Julho passado, (veja a notícia), certamente deixa um vazio a ser preenchido por outros homens de bem, seja na política, seja na educação, em nossa querida Varginha. A seguir uma cópia da graciosa mensagem que ele nos dirigiu em nossa formatura como Técnicos em Eletrônica, realizada na capela da então Escola Estadual Coração de Jesus, em 21 de Dezembro de 1983, em missa conduzida pelo Padre Flávio.

Pouco tempo depois ele me convidaria para dar aulas na ETEV, onde atuei pela primeira vez como professor, entre 1984 e 1985. Depois me indicaria, por solicitação de seu irmão, Waldir, para implantar a rede local de PCs da F. L. Smidth S/A. Lá conheci meu amigo e depois concunhado Ênio Carvalho, que apresentou-me àquela que viria a ser minha amada esposa, Rogéria. Depois fui para São Paulo, Mato Grosso, e retornei à Varginha, porém perdemos o contato. Mudei-me para Curitiba, e desde então vinha buscando por notícias do Profº. Wanderley, até descobrir, há pouco tempo, que havia falecido.

É minha singela homenagem à memória do Profº. Wanderley.

21.4.15

Comemorando Tiradentes... Verdadeiramente!

Hoje é dia de Tiradentes, nosso conterrâneo mineiro que lutou contra uma exploração de 20% de imposto, e pagou com a própria vida!!!
Só para lembrar, pagamos hoje mais de 37% de impostos, e trabalhamos de 01 de Janeiro até 25 de Maio só para pagar impostos.
Se você e CELETISTA como eu, saiba que o dinheiro que sobra em seu bolso é apenas 25% do que a empresa gasta com você. O restante vira, entre outras preciosidades, IMPOSTO DE RENDA (absurdo, pois salário NÃO É RENDA!), FGTS remunerado a 3% ao ano (a poupança paga a merreca de 6%...) e INSS para você ser bem atendido nos postos de saúde e hospitais, e aposentar-se com um salário mínimo justo e digno que lhe ampare em sua velhice ou doença!!!
Enquanto o PT, MST, CUT e CNBB bradam pela REFORMA POLÍTICA para implantar o bolivarianismo e construir a "PÁTRIA GRANDE", eu lhes digo: lutem pela REFORMA TRIBUTÁRIA! Nosso suado dinheirinho não pode ficar somente com o Governo ou com o Estado gigante, que corrompe e é corrompido. Meu falecido avô já dizia: só paiol cheio é que cria rato gordo. O melhor instrumento de combate à corrupção é a redução de impostos, a diminuição do dinheiro na mão do Estado.
Honremos TIRADENTES lutando por nossa independência financeira: quem de vocês não é muito melhor para administrar seu próprio orçamento do que uma Dilma, um Lula ou um FHC??? Abaixo os impostos!!!

20.3.15

Princípios que definem um conservador - Russell Kirk


1) Em geral acreditam que existe uma ordem moral transcendente, à qual deveríamos tentar submeter os caminhos da sociedade.
2) Adotam o princípio da continuidade. Preferem o demônio que conhecem àquele que não conhecem.
3) Acreditam na sabedoria dos ancestrais.
4) São guiados pelo princípio da prudência, e acreditam que a prudência é a principal virtude do governante.
5) Atentam ao princípio da variedade: preferem a pluradidade dos modos de vida à uniformidade e ao igualitarismo de sistemas radicais.
6) Se curvam ao princípio da imperfectabilidade: sabem que a natureza humana sofre irremediavelmente de certas falhas.

Tradução de carlos Graieb, Diretor de Redação de Veja.com (apresentados em #clubedolivro de 20/03/2015. Disponível aqui).

Kirk elencou seis princípios do conservadorismo, descritos assim por que Russello (2004):

- Uma crença numa ordem transcendente, que Kirk descreveu como baseadas na tradição, na revelação divina ou no direito natural;
- Um apreço pela "variedade e mistério" da existência humana;
- Convicção que a sociedade requer ordens e classes que enfatizam diferenças "naturais";
- A convicção que a propriedade e a liberdade são fortemente associadas;
- A fé no costume e na prescrição, e
- O reconhecimento de que a inovação deve estar ligada com as tradições e costumes existentes.

Fonte: Wikipedia

10.2.15

Só três honestos até o momento???

Acompanhando o desenrolar das operações "Lava Jato" e agora da "My Way" - que espero não serem as últimas ou únicas - lembrei-me de uma passagem do livro do Gênesis (Gn 18, 20-32), quando Deus anuncia a Abraão a destruição de Sodoma e Gomorra. Abraão, talvez temendo pela vida de seu sobrinho Lot, interpela a Deus e negocia com ele a preservação das cidades, na condição de que lá sejam encontrados homens justos. Começa com cinquenta, mas consegue negociar com o Senhor até um mínimo de dez. Dez justos salvariam as cidades, e entretanto nem isso foi encontrado...

No mundo atual, nos escâdalos que não cessam, e que, infelizmente, sabemos que já vêm de longa data, fica a pergunta: ninguém desconfiava de nada? Ninguém sabia? Os que tramitavam os documentos, os que encaminhavam os pagamentos, os que conferiam os contratos... Ninguém? Será que os diretores - e ex-diretores, delatores premiados, faziam tudo por si, em nada dependendo de ninguém, nenhum subalterno?

Em uma empresa de grande porte, como é a Petrobrás, Diretores digitam e revisam contratos? Assinam cheques ou sentam-se à frente do computador para, acessando o home banking, fazer pagamentos? Elaboram planilhas de acompanhamento de obras e de projetos? Redigem os relatórios e atas de reunião? Claro que não. Obviamente que não, isso é fato. E, no entanto, até o presente momento, somente dois funcionários se dispuseram a contar o que viram, o que descobriram - e o que sofreram por terem denunciado as falcatruas: Venina e Fernando. E mais uma ex-Gerente da Arxo, até onde sei... Serão somente esses três os justos? Aqueles que, por seus valores, seu credo ou sua determinação, mesmo sabendo do risco que corriam, ousaram levantar sua voz contra os malfeitos que - ressalte-se, perduram por mais de doze anos? Ou que por vingança, ou arrependimento - sei lá - resolveram trazer à luz os fatos, as provas e o que mais sabem ou presenciaram?

Alguns podem alegar desconhecimento, outros podem alegar o medo de serem prejudicados. Há várias formas de tentar se livrar da cumplicidade, mas custo a crer que haviam só ingênuos e inocentes nessa história. Talvez muitos tenham vivido num alto engano, imaginando que os chefões estavam levando a empresa a patamares nunca vistos antes, comprando o discurso barato e mentiroso do pré-sal... Talvez outros, crédulos e doutrinados, ficassem catatônicos frente a um dedo apontando para a foto do "Cappo de tutti cappi" na parede e à fatídica indagação: "Você quer derrubar todo mundo?"... Talvez alguns almejassem cair nas graças dos poderosos e "subir na hierarquia", enquanto outros temessem o contrário, isto é, ao exigir a defesa do direito e do justo, perder a boquinha... Não importa. Todos podem considerar-se cumplices do que está aí. É duro ouvir isso? É! Mas é irrefutável.

Sinto o incontrolável desejo de transportar-me para tempos imemoriais, e caminhando no deserto ao lado do Senhor, perguntar-lhe: "Senhor, se houverem cinquenta justos na Petrobrás, ainda assim o Senhor permitirá a sua destruição?"... Mas dois pavores me assustam: primeiro, dados os números que tenho até agora, teria que baixar a negociação com o Senhor a níveis impensáveis... E segundo, seriam muitas as negociações: Correios, Eletrobrás, BNDES, obras da Copa...  Como cristão, creio que a misericórdia do Senhor é infinita, mas estendê-la dessa forma me colocaria mais no papel de Satanás.

3.12.14

Janot trabalha

É... O Márcio Thomaz Bastos se foi, mas fez escola...

Para quem não se recorda, o ex-ministro da justiça e advogado do PT foi quem encampou e deu curso à tese de que o MENSALÃO era somente Caixa 2, um crimezinho de nada, passível de multa e pronto!!! E com isso salvou a eleição do Lula - fraudulenta, pra variar - e o PT, passível de extinção por usar recursos do exterior... Entre outros pormenores. Agora vemos na Veja a seguinte notinha:

Então... O Procurador-Geral da República, homem com responsabilidade de promover a acusação das mais altas autoridades do país, já "trabalha" para livrar a cara do Governo... Ao invés de primar pela aplicação da lei (8.666/1993), que é clara, simples e objetiva:

Art. 88.  As sanções previstas nos incisos III e IV do artigo anterior poderão também ser aplicadas às empresas ou aos profissionais que, em razão dos contratos regidos por esta Lei:
I - tenham sofrido condenação definitiva por praticarem, por meios dolosos, fraude fiscal no recolhimento de quaisquer tributos;
II - tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação;
III - demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a Administração em virtude de atos ilícitos praticados.

E o que diz o artigo anterior? Somente isso:

Art. 87.  Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá, garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes sanções:
I - advertência;
II - multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato;
III - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos;
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade, que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior.
§ 1o  Se a multa aplicada for superior ao valor da garantia prestada, além da perda desta, responderá o contratado pela sua diferença, que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou cobrada judicialmente.
§ 2o  As sanções previstas nos incisos I, III e IV deste artigo poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II, facultada a defesa prévia do interessado, no respectivo processo, no prazo de 5 (cinco) dias úteis.
§ 3o  A sanção estabelecida no inciso IV deste artigo é de competência exclusiva do Ministro de Estado, do Secretário Estadual ou Municipal, conforme o caso, facultada a defesa do interessado no respectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista, podendo a reabilitação ser requerida após 2 (dois) anos de sua aplicação.

Simples assim! E qual é o problema? O problema é que o Governo está comprometido além do pescoço nessa história!!! O problema é que a declaração de inidoneidade impediria as empresas de continuarem mamando nas tetas do Governo e alimentando o sonho da Pátria Grande...

Márcio Thomaz Bastos livrou a cara do Lula e do PT no Mensalão... Janot prepara a pizza para livrar, novamente, Lula, Dilma e o PT do Petrolão...

E aí??? Vamos deixar o mesmo golpe dar certo novamente???