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24.10.08

Crise? Que crise? Não há nada pior que a crise moral que nos assola desde 2002...

Depois de vangloriar-se da fortaleza que seu governo construira, na sua habitual profusão de bravatas, o presidente e sua côrte ministerial deram-se conta da gravidade da crise. E já partiram para a vacinação do inconsciente (imbecil?) coletivo acusando a oposição de fazer aquilo que sempre fizeram: quanto pior melhor. A velha tática leninista de acusar os inimigos de fazer aquilo que se faz, na verdade.

Mas não é só isso. A reação tem rompantes de pragmatismo também. A área mais vulnerável à crise ora instalada é o crédito. E neste plano, o crédito consignado é uma verdadeira bomba-relógio. O castelo de cartas criado com a venda de ilusões, com o crescente endividamento de grande parcela da população e com a rolagem infinita da dívida por parte daqueles que não tinham acesso ao "crédito fácil e barato" exatamente por não disporem de meios de honrarem novos compromissos está prestes a desmoronar. E deve começar com a insolvência dos bancos menores e financeiras, que expandiram seus limites além da responsabilidade animados pela cobrança de taxas de juros absurdas. São estes os bancos que deverão ser comprados e que são alvos da MP 443. De uma só tacada o governo pretende salvar os amigos que tanto colaboraram com o aumento de crédito e ainda garantir sobrevida aos inadimplentes, com mais crédito, desta vez provido pela generosidade estatal.

Aprovada a MP os bancos federais podem comprar bancos e participações em outros bancos... Algúem em sã consciência imagina a Caixa e o BB comprando ações de grandes bancos? Vão participar de sociedades com Itaú, Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC? Claro que não. Vão é dar guarida às negociatas iniciadas lá na raiz do mensalão. Vão "investir" em instituições do quilate de um BMG. Creio que a intenção seja a de comprar comprar os pequenos bancos, os agiotas de plantão pendurados no crédito consignado.

Abram os olhos com essa MP 443! Se ela passar, acredito que ainda pode render "algum por fora" para os financiadores do mensalão, além dos dividendos políticos para o salvador da pátria de plantão...

13.10.08

Marta, Kassab e a mentira.

Eles sempre ganham...

Tentaram insinuar algo contra o Kassab pelo fato de não ser casado e não ter filhos... O que seria? Somente dúvida? Afinal, um homem não tem o direito de ser solteiro, de não ser pai? Ora, ora, ora... Ou será que queriam o Kassab mostrando a tia do interior??? Vai ver é isso. O cara demoliu a Martaxa, e, sem argumento, apelaram. O tiro pode sair pela culatra.

Mas eles nunca erram, nunca sabem, nunca fizeram ou disseram com essa intenção. Nós é que somos perversos. Se forem criticados agora, partem para o vitimismo com aura de anjo, como se fossem os mais inocentes do mundo, as únicas virgens do prostíbulo.

Os golpes desferidos por essa quadrilha são como adagas: dois cortes. Se der certo, insistirão na dose. Se der errado, vão posar de vítimas. Assim conquistaram o poder. Assim corromperam, roubaram, destruíram a VERDADE e a HONRA. Assim governam.

É o poder do mal, da divisão, da dubiedade, da mais deslavada MENTIRA. Mente-se, e para se desculpar mente-se mais ainda, como bem ensinou o chefe em cadeia nacional: "o problema da mentira é que você conta uma, e para tentar se livrar nunca mais para de mentir". Eles são especialistas nisso!!!

O engraçado é ver a Martaxa tentando incriminar o DEM e o Paulo Maluf. O primeiro, esteve por muito tempo no poder e, que me conste, não protagonizou nada semelhante aos cumpanhêro. O segundo, bem, o segundo é sempre um bom aliado do PT, não é mesmo?

4.10.08

Como sempre!

Jamais torci por isto, jamais gostaria de ver o efeito de uma crise, principalmente sobre a população mais pobre - e mais endividada - de nosso país. Mas ela, a crise, vem aí. Os ensaios desta metamorfose que comanda nosso país visam apenas - como sempre - achar os culpados mais aceitos pelos incautos. Afinal, essa coisa se julga perfeita, não é mesmo? Nunca perde, nunca erra!
Quando provocou aquela escalada do dólar, em abril de 2002, com seu então discurso "contra tudo o que está aí", certamente não teve nada de culpa... Eram os especuladores, os culpados. E aquela crise ajudou na eleição, não é mesmo? E como ajudou!
Agora vamos por à prova a competência deste governo fora dos palanques... Ruim de qualquer jeito, pois a conta nós é que pagaremos. Como sempre. E eles sempre ganham. Na pior das hipóteses vão deixar a devastação e as marcas da crise para um sucessor, e certamente subirão nos palaques para criticar, culpar, xingar e mentir. Como sempre.

2.10.08

A culpa é sempre dos outros... E o crédito?

O presidente Lula repete o mantra anti-imperialista - que faz eco nas correntes de seu partido e outros esquerdistas em geral, e de certa forma angaria mais pontos para sua popularidade - de que a crise econômica mundial é de exclusiva culpa dos Estados Unidos. "Bush, faça isso" ou "Bush, faça aquilo". "Transformaram os Estados Unidos num cassino, não vamos pagar a conta...". Este tem sido seu discurso. E só isso. O samba de uma nota só deixa transparecer - infelizmente à véspera de comprovarmos - que este governo não está minimamente preparado para administrar o que vem por aí. Aliás, competência não é a marca registrada desse Governo, que subsiste graças ao que outros plantaram, à malandragem e à sorte. E à muita verborragia.

Surfando na onda da bonança mundial e na herança bendita de uma inflação sob controle e uma economia em franca recuperação, Sua Excelência só fez o que governos populistas e irresponsáveis sabem fazer muito bem: gastar. Brutal elevação de impostos, gastos públicos em explosão, crédito fácil - e irresponsável, lastreado em salários de servidores públicos e privados - ao limite da exaustão provocaram um endividamento e um comprometimento do qual, sobrevindo uma crise de crédito, dificilmente se há de sair... Afinal, o "modelo de crescimento" que tem proporcionado o sucesso de Sua Majestade, Lula I, é o do endividamento cada vez maior do Estado e dos cidadãos desavisados, em uma farra de crédito sem precedentes, que à cada momento substitui o endividamento atual - já incompatível com os parcos ganhos - por um novo endividamento, maior, com juros e prazos progressivos, em uma infinita espiral ascendente de rolagem de dívida. Isto explica, parcialmente, os astronômicos resultados financeiros apresentados pelos bancos, "nunca antes vistos na história deste país". O tamanho da encrenca chegou ao ponto de obrigar o Governo a rever, muito a contra-gosto, a "política" de crédito consignado - outro nome para agiotagem institucionalizada, a considerar as taxas de risco x juros. Tardiamente, como sempre.

O discurso do presidente já explicita uma tática para a defesa frente ao que vem por aí. Não é catrastrofismo: estamos na iminência de uma crise sem precedentes. Não é necessário ser economista com formação em Harvard e vasta experiência e conhecimento do mercado financeiro para saber que uma reversão nas regras de crédito - crédito este que tem sido irresponsável e abundante - fará desabar o castelo de cartas no qual se transformou a economia brasileira, o tão propalado e alardeado crescimento do mercado interno. A explicação já está na ponta da língua: a culpa é do mordomo, isto é, do culpado padrão de sempre: os Estados Unidos. Se lá a crise teve origem no sistema de hipotecas e financiamento imobiliário, aqui financiou-se comida, festas de casamento e formatura, celulares, eletrodomésticos, motos e automóveis... Milhões de "excluídos" foram incluídos no mercado de consumo (e na classe média, que cresceu, acreditem!) graças ao crédito fácil e farto, e às taxas de juros módicas... Para qualquer outro planeta!

Muitos poderão lembrar-me, muito bem, a propósito, que o crédito consignado nos moldes vigentes foi iniciativa do então governo FHC. Como todo o resto, devidamente apropriado como brilhante idéia e revolucionária solução de Sua Majestade, Lula I, o incomparável. Mas o aperfeiçoamento é obra inconstestável deste (des)governo, assim como foi feito com o (inexistente!) mensalão, criado no laboratório de ensaio das Minas Gerais. Lá também deve ter-se iniciado esta fusão, pois na raiz do mensalão estavam escusas negociações do famigerado crédito consignado e a liberação da "compra" de folhas de pagamento de órgãos públicos por bancos privados... Enfim, não há nada que o governo anterior tenha feito de ruim e errado que o atual não possa ter aprimorado com maestria e requintes de crueldade. Uma lei sem corolário, infelizmente.

Como cristão, trabalhador e pai de famíla, rezo para que não sobrevenha a crise. Pouco mais me resta a fazer. Como cidadão, resta-me o que os juristas denominam jus speniandi, o direito de expressar minha revolta com o estado das coisas e com a forma pela qual as pessoas se deixam iludir, transferindo suas responsabilidades e até o controle de suas vontades -e de suas vidas - para o Estado, para o governo e para salvadores da pátria que, infelizmente, povoam nossa história.

Para este governo, a culpa é sempre dos outros. Mas desta vez não haverá como negar: o crédito é inteiramente dele!