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29.5.14

Mensagem aos formandos 2013 dos CST ADS/TSI - Grupo Uninter (A famosa "Sala 31")

Profº. Ivo, Profº. Cláudio, Profº. Jairo e Profº. Charles,
Pais, Familiares e amigos,
Prezados Tecnólogos,

Nada se compara, nesse momento, à alegria do triunfo de vocês, ao sabor da conquista e à sensação da vitória, do dever cumprido. Por isso é difícil traduzir em palavras esse sentimento, assim como é difícil pensar em algo a ser dito que possa acrescentar-lhes algo que faça sentido, que toque seus corações. Por isso o que vou dizer tem apenas o objetivo de reforçar aquilo que vocês já sabem, demonstraram que já sabem, e também já colocaram em prática.

Nossa vida é o mais importante dom que recebemos de Deus. Seguem-se a ela o livre arbítrio, o direito que temos em fazer nossas escolhas – não sem o dever de aceitar as consequências advindas delas – e também a capacidade de amar e buscar ser amado, e a capacidade de aprender e assim evoluir e progredir. Então, busquem aprender sempre. Sobre tudo e com qualquer pessoa, mesmo com as mais simples, com os mais insignificantes fatos. Aprendam. E coloquem em prática o que aprenderam, para poderem ensinar aquilo que praticam, e assim dar o exemplo.

Nós atuamos em um ramo em que a mudança é constante: a tecnologia muda, e a tecnologia da informação muda muito mais. E as mudanças geram temores, medo. Medo de errar, medo de não ser competente o suficiente... Pois não tenham medo de errar. Não tenham medo de falhar, e de, se precisar, recomeçar. Não deixem de fazer algo pelo medo de errar, e não deixem de fazer o pouco pela incapacidade de fazer o muito.

Descubram e pratiquem sempre aquilo em que vocês são bons, e melhorem, e aperfeiçoem. Criem, inovem, critiquem, questionem. 

Sejam críticos e exigentes como foram durante o curso. Mas pautem sua conduta pelos valores que receberam de suas famílias, de seus professores e da sociedade, para não se deixarem iludir e nem enganar por falsas promessas.

E, para finalizar, não guardem nem desistam de seus sonhos!

Parabéns, e muito sucesso em suas carreiras e em suas vidas!

Luis Gonzaga De Paulo
Curitiba/PR, em 23 de agosto de 2013.

28.5.14

A falácia da segurança pública.


Passaram anos - senão décadas ou talvez um século - martelando em nossas cabeças que a questão da falta de segurança era uma questão social. Os menos favorecidos caiam na marginalidade premidos por suas necessidades mais básicas, o que os impelia ao cometimento de pequenos crimes, cuja repressão alimentava o moto-contínuo da maldade e do sentimento de vingança, inveja e ódio... E então formava-se o cadinho social, a gênese que conduzia homens puros de coração a praticar todo o tipo de mal, abriam-se-lhes as portas do inferno e da perdição! A despeito de existirem milhões - bilhões até -  de pobres e miseráveis lutando para sobreviver com o mínimo de dignidade, de honestidade e de honradez, e apesar de existirem infindáveis criminosos da alta roda, privilegiados que optavam por uma vida bandida, o discurso se manteve -  e ainda encontra eco em boa parte das cabeças pensantes, falantes e atuantes, aqui nessas terras tupiniquins e alhures. Mas havia uma solução! Uma não, várias!!! Distribuição de renda! Políticas afirmativas! Vamos corrigir em alguns anos o que erramos por décadas, séculos, milênios de história... Toda a maldade e do egoismo humano! Como? Repartindo desigualmente, corrigindo a distorção causada pelo esforço e pelo mérito e tornando-nos todos desigualmente iguais, ora essa! Mágica solução, tal como na fábula do reformador do mundo, colocamos as abóboras nas frondosas jabuticabeiras e as jabuticabas nos raminhos das abobreiras! Pusemos as vacas para voar no céu infinito e os minúsculos pássaros para pastar em cercados. E assim, corrigimos essas distorções mundanas e humanas...

Depois veio o discurso pacifista. Primeiro nos convenceram que nossas crianças assimilavam a violência assistindo filmes de caubóis e índios, faroeste, policiais, guerras... Heróis de arma na mão? Um despropósito!!! Brincar com armas de fogo de brinquedo? Oh! Que horror! Ensinarmos nossos filhos a matar com arco e flecha ou espadas de brinquedo, estilingues e revólveres de espoleta? Crime!!! Onde já se viu??? Então foram banidas todas estas aberrações que acalentaram nossa infância e adolescência criminosa por séculos a fio... Armas de fogo de verdade então? Criminosos em potencial às pencas? Nãoooooo !!! Jamais !!! Desarmamento já! Entreguem suas garruchas, espingardas e revólveres - alguns em posse das famílias por gerações a fio - e tirem a morte de dentro de suas casas, das ruas, do trânsito, dos bares, das festas!!! E lá seguimos o canto da sereia, e fomos reformando o mundo... Sempre em busca de um mundo melhor!

Caminhamos - ou melhor, dirigimos - um pouco mais, e vieram os apelos contra os crimes de trânsito causados pelo consumo de bebidas alcoólicas. Criou-se o novo código de trânsito, multas em profusão, cassação de carteiras, etc... Veio a lei seca: uma taça de vinho e você transforma-se em um monstro assassino cuja intemperança e potencial destrutivo só podem ser comparáveis às do incrível Hulk - se bem que alguns de nós ficamos vermelhos, e não verdes, com uma taça de vinho! Estatísticas e estudos, propaganda, blitz pra todo lado, operações "isso e aquilo", multas em profusão... E lá fomos nós dirigindo no sentido do mundo perfeito... Se bem que alguns perderam a carteira e foram de táxi, uns poucos de ônibus mesmo, enquanto pouquíssimos foram a pé!

Mas... O tempo é o senhor da verdade! E passados poucos anos, nossa "reforma da natureza" conduzida pelos mais puros e sinceros ideais igualitaristas, desarmamentistas, abstemistas e outros "istas" - esquerdistas, enfim - mostra continuamente seus resultados anos após ano. A criminalidade explodiu. Somos mortos como insetos em incêndios florestais. Mais de 50.000 por ano só com armas de fogo... Mais de 50.000 por ano em acidentes de carro... Embora presos em nossas casa - com toque de recolher implícito na maioria das cidades, mesmo as mais pequenas - continuamos sendo mortos na frente de nossos familiares, nas portas de nossas casas... Morremos no ambiente de trabalho, no trânsito, nos ônibus, nas ruas, nos estacionamentos, em cinemas, nas escolas... Morremos, morremos, morremos!!! Os que escapam da morte e dos danos físicos morrem psicologicamente - ficam sequelas que nem mesmo o tempo consegue minorar.

E agora, meus caros? E agora, "nova ordem mundial" progenitora de soluções miraculosas e reformadora do mundo? Qual é a nova receita? Devemos nos extinguir como raça para preservar a "beleza natural"? Devemos abdicar de mais alguma coisa em proveito do "novo mundo possível"?

Como não ouço nenhuma resposta que não seja mais um canto de sereia, mais uma falácia, vai aqui minha modesta opinião: chega de "progressismo". Vamos voltar a chamar as coisas pelo nome correto, vamos voltar a fazer uso do livre arbítrio e da responsabilidade. Vamos dar aos seres humanos a liberdade de escolher entre o bem e o mal, e a responderem por suas escolhas na proporção do que lhe causarem e causarem a outrem. Chega de paternalismos, interferências do estado na vida privada. Chega dessa busca desmedida pela igualdade, pois se somos todos iguais enquanto espécie, ao mesmo tempo somos únicos como indivíduos.

A falácia da segurança pública demonstra isso: enquanto tratamos cidadãos de bem como bandidos, e bandidos como cidadãos de bem - ou até melhor que isso - os bandidos nos tratam como um rebanho, sempre à disposição para oferecer mais uma vítima. Já dizia um ditado russo bem apropriado: "Vista-se de cordeiro e os lobos não tardarão em aparecer!".

12.5.14

O amor é lindo.

Percival Puggina - http://www.puggina.org/

Tenho certeza de que você conhece alguém assim. Pessoa idealista. Cheia de boas intenções. Levava a maior fé no PT oposicionista do século passado. Empolgava-se com a severa vigilância moral que o partido exercia sobre os governos e governantes aos quais se opunha. Enfim, o partido de seus amores não roubava e não deixava roubar. Percebia maracutaias a quilômetros de distância. 

Essa pessoa votou no Lula, em vão, durante três eleições. Persistiu até que, finalmente, em 2002 - Aleluia! Lula se elegeu. A partir daí PT poderia investigar tudo e nada permaneceria oculto nas gavetas e nos armários. Com a posse de Lula em 1º de janeiro de 2013 passavam às diligentes e virtuosas mãos do partido todos os meios necessários para acabar com a colorida tucanagem. Até um novo procurador-geral o PT nomeou em junho de 2013 e ele recebeu as chaves das silenciosas e supostamente cúmplices gavetas de seu antecessor. Mas o novo procurador - surpresa! - nada desengavetou, que se saiba. Nem ele, nem a PF, nem o CADE, nem a Receita Federal, nem a ABIN, nem o BC, nem a CGU. Silêncios sepulcrais! Na miríade de ministérios, repartições federais e empresas estatais, nada apareceu, nem que fosse para comprovar minimamente o muito que antes se denunciava. Nem um grampeador sumido. E olha que depois de tanto estardalhaço, de tanta reputação assassinada, havia um quase dever moral de apontar pelo menos duas ou três falcatruas. Afinal, todos os contratos, concorrências, convênios que vinham dos nebulosos tempos pretéritos, estavam ali, para serem vasculhados, escrutinados. Mas nada foi feito e nada foi dito. O assunto se dispersou como uma nuvem que passa sem chover. 

Um ano e meio depois, o PT virou alvo do maior escândalo político da história republicana! E nem para se defender o partido decidiu fuxicar no governo tucano. Já os escândalos petistas e de seus associados, esses não mais pararam, numa sequência infindável. Não satisfeito, o PT se uniu aos maiores patifes da política nacional. Trouxe ao braço e abraço todos aqueles a quem combatera. Santo Deus! Sarney virou homem forte no Congresso. Renan Calheiros, Jader Barbalho, Fernando Collor (até ele!) prosperaram como fungos à sombra do novo governo. Maluf virou aliado, merecedor de afagos, com fotos para a mídia benevolente em meio às ninfas e tritões de seus jardins. 

Por mau caráter ninguém deixou de ser recrutado para a corte petista. E o outrora sensível faro do partido não percebe mais a sujeira nem na sola do próprio sapato. O infeliz eleitor sobre cujas agruras iniciei falando, ainda defensor ferrenho do petismo, ainda movido pela afinidade ideológica, tem que ir catar nos tenebrosos armários e gavetas dos governos anteriores (aqueles que o PT dizia conter assombrações) motivos para exalar, em derradeiro suspiro, alegações de que "os outros eram ainda piores". Não é de causar compaixão? Deve doer como um nó de tripa na consciência. Logo ele, um cidadão do bem, um varão de Plutarco, precisa argumentar como aquele sujeito que defendia a namorada com alegações de que as outras eram ainda mais vadias. É um caso de mansidão submissa. Mas o amor é lindo.