2.10.08

A culpa é sempre dos outros... E o crédito?

O presidente Lula repete o mantra anti-imperialista - que faz eco nas correntes de seu partido e outros esquerdistas em geral, e de certa forma angaria mais pontos para sua popularidade - de que a crise econômica mundial é de exclusiva culpa dos Estados Unidos. "Bush, faça isso" ou "Bush, faça aquilo". "Transformaram os Estados Unidos num cassino, não vamos pagar a conta...". Este tem sido seu discurso. E só isso. O samba de uma nota só deixa transparecer - infelizmente à véspera de comprovarmos - que este governo não está minimamente preparado para administrar o que vem por aí. Aliás, competência não é a marca registrada desse Governo, que subsiste graças ao que outros plantaram, à malandragem e à sorte. E à muita verborragia.

Surfando na onda da bonança mundial e na herança bendita de uma inflação sob controle e uma economia em franca recuperação, Sua Excelência só fez o que governos populistas e irresponsáveis sabem fazer muito bem: gastar. Brutal elevação de impostos, gastos públicos em explosão, crédito fácil - e irresponsável, lastreado em salários de servidores públicos e privados - ao limite da exaustão provocaram um endividamento e um comprometimento do qual, sobrevindo uma crise de crédito, dificilmente se há de sair... Afinal, o "modelo de crescimento" que tem proporcionado o sucesso de Sua Majestade, Lula I, é o do endividamento cada vez maior do Estado e dos cidadãos desavisados, em uma farra de crédito sem precedentes, que à cada momento substitui o endividamento atual - já incompatível com os parcos ganhos - por um novo endividamento, maior, com juros e prazos progressivos, em uma infinita espiral ascendente de rolagem de dívida. Isto explica, parcialmente, os astronômicos resultados financeiros apresentados pelos bancos, "nunca antes vistos na história deste país". O tamanho da encrenca chegou ao ponto de obrigar o Governo a rever, muito a contra-gosto, a "política" de crédito consignado - outro nome para agiotagem institucionalizada, a considerar as taxas de risco x juros. Tardiamente, como sempre.

O discurso do presidente já explicita uma tática para a defesa frente ao que vem por aí. Não é catrastrofismo: estamos na iminência de uma crise sem precedentes. Não é necessário ser economista com formação em Harvard e vasta experiência e conhecimento do mercado financeiro para saber que uma reversão nas regras de crédito - crédito este que tem sido irresponsável e abundante - fará desabar o castelo de cartas no qual se transformou a economia brasileira, o tão propalado e alardeado crescimento do mercado interno. A explicação já está na ponta da língua: a culpa é do mordomo, isto é, do culpado padrão de sempre: os Estados Unidos. Se lá a crise teve origem no sistema de hipotecas e financiamento imobiliário, aqui financiou-se comida, festas de casamento e formatura, celulares, eletrodomésticos, motos e automóveis... Milhões de "excluídos" foram incluídos no mercado de consumo (e na classe média, que cresceu, acreditem!) graças ao crédito fácil e farto, e às taxas de juros módicas... Para qualquer outro planeta!

Muitos poderão lembrar-me, muito bem, a propósito, que o crédito consignado nos moldes vigentes foi iniciativa do então governo FHC. Como todo o resto, devidamente apropriado como brilhante idéia e revolucionária solução de Sua Majestade, Lula I, o incomparável. Mas o aperfeiçoamento é obra inconstestável deste (des)governo, assim como foi feito com o (inexistente!) mensalão, criado no laboratório de ensaio das Minas Gerais. Lá também deve ter-se iniciado esta fusão, pois na raiz do mensalão estavam escusas negociações do famigerado crédito consignado e a liberação da "compra" de folhas de pagamento de órgãos públicos por bancos privados... Enfim, não há nada que o governo anterior tenha feito de ruim e errado que o atual não possa ter aprimorado com maestria e requintes de crueldade. Uma lei sem corolário, infelizmente.

Como cristão, trabalhador e pai de famíla, rezo para que não sobrevenha a crise. Pouco mais me resta a fazer. Como cidadão, resta-me o que os juristas denominam jus speniandi, o direito de expressar minha revolta com o estado das coisas e com a forma pela qual as pessoas se deixam iludir, transferindo suas responsabilidades e até o controle de suas vontades -e de suas vidas - para o Estado, para o governo e para salvadores da pátria que, infelizmente, povoam nossa história.

Para este governo, a culpa é sempre dos outros. Mas desta vez não haverá como negar: o crédito é inteiramente dele!

31.8.08

Uma entrevista antológica.

"Muitos governantes usam os impostos e a burocracia para massacrar os empreendedores, que vêem como uma ameaça"

O economista americano James Roberts, de 58 anos, é coordenador do índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, entidade de promoção de políticas liberais com sede em Washington, nos Estados Unidos. A lista elaborada por Roberts compara a facilidade com que cidadãos de diferentes países conseguem começar um negócio, escolher um emprego, tomar dinheiro emprestado ou usar o cartão de crédito. Publicado anualmente desde 1995, o ranking tornou-se um termômetro da saúde e da eficiência das economias nacionais. Antes de assumir essa função, Roberts trabalhou no Departamento de Estado durante 25 anos. Como diplomata, coordenou programas destinados a assessorar a transição para o capitalismo em vários países do Leste Europeu. Roberts concedeu a seguinte entrevista a VEJA.

"Os dois fatores que fizeram o Brasil cair no ranking da liberdade econômica foram a corrupção e a falta de abertura financeira. As leis brasileiras são pouco receptivas aos investimentos estrangeiros"

A liberdade econômica é capaz de diminuir a desigualdade social de um país? Em primeiro lugar, é preciso definir o que vem a ser igualdade social. Esse conceito pressupõe que todos sejam forçados a viver em casas idênticas, ganhar os mesmos salários, comer as mesmas comidas e acreditar nos mesmos valores? Essa abordagem totalitária já foi tentada na União Soviética e está em pleno vigor em Cuba. Os resultados foram e são desastrosos, para não dizer trágicos. Como os fundadores dos Estados Unidos sabiam muito bem, é impossível para um governo arcar com a missão de assegurar igualdade para todos os cidadãos. As pessoas não nascem iguais. Elas possuem habilidades e talentos próprios. Cada uma deve decidir sozinha o que quer fazer da vida: se prefere trabalhar duro ou levar uma existência mansa e tranqüila. O principal papel de um governo não é ir contra essa realidade e forçar algo que não existe nem existirá. O bom governante é aquele que oferece oportunidades iguais para todos buscarem a própria felicidade. O capitalismo promove níveis desiguais de prosperidade. Como diria o estadista Winston Churchill, isso é muito melhor do que produzir miséria igual para todos, como faz o socialismo.

A pobreza diminui nos países com liberdade econômica? Ao dar oportunidades para que a população mais pobre prospere, a liberdade econômica é boa para todos. Quando esse conceito é implementado, a elite política fica impossibilitada de usar a máquina estatal para ganhar vantagens econômicas, o que sempre ocorre em prejuízo dos mais fracos. Essa situação terrível é o que chamamos de "capitalismo de comparsas". Nos países onde essa prática é institucionalizada, os governantes e seus amigos sobrecarregam a população com burocracia e pesados impostos com o objetivo de massacrar os empreendedores, que vêem como uma ameaça. Quando, por outro lado, existe liberdade, o poder econômico não está sujeito a forças políticas e sociais. Pequenas e médias companhias privadas, que são a espinha dorsal de uma economia e produzem a maior parcela dos impostos, têm melhores chances de crescer. A liberdade econômica é uma doutrina revolucionária que desafia o status quo e os que querem usar o poder em proveito próprio. No longo prazo, sua aplicação produz mais prosperidade, mais igualdade de renda, mais emprego e reduz os níveis de pobreza.

É possível medir esses benefícios? Se dividimos os países do mundo em cinco grupos, usando o grau de liberdade econômica como parâmetro, vemos que o grupo de países mais livres tem uma renda per capita cinco vezes maior que a do grupo de nações que consideramos repressoras. O desemprego nos países livres é de 6%, enquanto nos economicamente repressores é de 19%. As nações mais livres também possuem menor inflação, que sabidamente corrói o salário dos mais pobres.

Como está o Brasil no ranking de liberdade econômica? Em 2003, o primeiro ano do governo do presidente Lula, o país alcançou a sua melhor posição no ranking. Ficou em 58º lugar. No ranking deste ano caiu para a 101ª posição. Hoje o Brasil está ao lado de países como Zâmbia, Argélia, Camboja e Burkina Faso. Com isso, o Brasil mudou de categoria. Saiu do que chamamos de "moderadamente livre" para uma economia "majoritariamente não livre".

"O capitalismo promove níveis desiguais de prosperidade.
Como diria o estadista inglês Winston Churchill, isso é muito melhor do que produzir miséria igual para todos, como faz o socialismo"

O que fez o Brasil cair tanto no ranking? Os dois fatores que empurram o país para baixo são a corrupção e a falta de liberdade financeira. No último ranking da Transparência Internacional, que mede o grau de corrupção dos países, o Brasil aparece em 72º lugar numa lista de 179 nações. Apesar de o uso da internet nas concorrências públicas estar crescendo no Brasil, o que é positivo, muitas das empresas participantes desses leilões afirmam ter encontrado corrupção em alguma parte do processo. As leis brasileiras são pouco receptivas aos investimentos estrangeiros. O país precisa melhorar as leis de investimento, reduzir as restrições à moeda estrangeira e facilitar a vida dos empresários estrangeiros que queiram operar no país.

O senhor falou em capitalismo de comparsas. Em que países esse fenômeno é mais forte? Muitos países são vítimas desse mal, embora em diferentes graus. Os Estados Unidos já tiveram, em sua história, políticos corruptos que recebiam favores de empresários. Hoje, os americanos não vivem uma situação em que o capitalismo de comparsas possa ser considerado institucionalizado. Isso acontece mais claramente no México, na Argentina e na Venezuela. A economia mexicana é dominada por grandes empresas estatais e privadas, que exercem monopólios ou duopólios. Entre as estatais estão a Pemex, de petróleo, e a CFE, de eletricidade. O resultado é a falta de competição, que prejudica os consumidores mexicanos. Na Argentina, o governo populista dos Kirchner mostra claro favoritismo a setores dominados por colegas peronistas. Nas áreas em que há amigos, o governo não é tão severo ao exigir que as companhias obedeçam às regras ambientais, por exemplo. Já no regime do venezuelano Hugo Chávez, o capitalismo de comparsas domina inteiramente o país. A tal ponto de alguns economistas preferirem não chamar o sistema venezuelano de capitalismo. O governo Chávez é mais parecido com o fascismo ou com a ditadura da KGB, sob o comando de Vladimir Putin, na Rússia. Lá, ter sido um espião é essencial para se tornar um empresário de sucesso.

Quais são as nações que mais melhoraram em termos de liberdade econômica nos últimos anos? Qual foi o impacto disso? Eu destacaria Botsuana, Estônia, Irlanda e Mongólia. O padrão de vida nesses países melhorou muito na última década. Desde 1995, todos tiveram um aumento médio anual do PIB superior a 5%. Ao reforçar o estado de direito e a transparência no governo, todos ganharam estabilidade política e econômica. A Irlanda hoje é um grande exportador de software da União Européia. A Estônia tem seguido o mesmo caminho e investe bastante em tecnologia e informática.

Por que as antigas colônias inglesas da Ásia estão entre os países com maior liberdade econômica? Parte da resposta está na cultura anglo-saxã. Dos dez países no topo do ranking, sete foram colônias inglesas. A Inglaterra é o décimo na lista. É uma tradição inglesa e do norte da Europa ter governos limpos, transparentes e responsáveis. Servidores públicos não tentam roubar, os tribunais de Justiça procuram ser honestos e não aceitam suborno. Outro fator é a relevância dada aos direitos de propriedade em países com influência anglo-saxã, como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Botsuana e Irlanda. Outros países protestantes dividem o mesmo legado. Em 1215, a Constituição inglesa já criava um sistema de pesos e contrapesos para o poder governamental, que evoluiu bastante desde então. Graças a isso, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário não interferem uns nos outros e formam um sistema transparente, que previne abusos do poder. Uma das bandeiras da reforma protestante no século XVI foi a rejeição total da corrupção que permeava a Igreja Católica na época.

Como está a América Latina no ranking? Quando analisamos o continente americano como um todo, percebemos que a liberdade econômica está diminuindo. A culpa é claramente da América Latina. A região está dividida. De um lado estão governos baseados em uma democracia mais profunda, que estimula o livre mercado e traz prosperidade para a população. É o caso do Chile, que aparece em oitavo lugar no ranking mundial, à frente da Suíça e da Inglaterra. De outro estão governos populistas que vendem fórmulas desgastadas do passado. A Venezuela está entre os dez países mais repressivos, à frente apenas de notáveis ditaduras como a de Robert Mugabe, no Zimbábue, ou a de Kim Jong Il, na Coréia do Norte. Desde que ganhou as eleições, Chávez promove um intenso ataque ao sistema privado. Muitos empresários pararam a produção porque não conseguem mais obter lucros. Na Argentina, a falta de liberdade econômica tem sido uma tragédia. O país, que em 1933 tinha um PIB equivalente à soma dos de Brasil e México e era uma das dez maiores economias do mundo, tornou-se periférico. Nos últimos 75 anos, seus governantes fizeram com que o país caminhasse para trás, apesar de ser muito rico em recursos naturais. Na Nicarágua, Daniel Ortega ressuscitou seu discurso antiamericano e sua política desestabilizadora, aproximando-se perigosamente de Hugo Chávez e do iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Qual dos dois grupos de países está mais forte na região? Muitos países estão caminhando em direção a modelos falidos do passado. No nosso ranking, isso se refletiu no desempenho dos países. Dezessete caíram de posição, enquanto doze tiveram melhora.

Que país poderia servir de modelo para a América Latina? O Brasil pode ser citado como exemplo no que diz respeito à manutenção de sua política antiinflacionária. Exceto pelo Chile, os demais países da região não mostram a mesma disciplina. A maioria dos governos prefere comprar vantagens políticas no curto prazo, mesmo sabendo que isso está sendo feito à custa do crescimento e da saúde econômica a longo prazo.

As mudanças que Raúl Castro está promovendo em Cuba vão ampliar a liberdade econômica na ilha? Não há nenhuma informação que me leve a concluir que Cuba esteja dando passos verdadeiros em direção à liberdade econômica. Não haverá democracia baseada em livre mercado até que o regime de Fidel Castro se vá definitivamente. A transição representada por Raúl não é para valer. Ele só está tentando fazer parecer que há uma mudança, quando não há nenhuma. Os camaradas do partido dizem que as pessoas agora podem comprar celulares, mas só os que ganham pesos conversíveis podem se conceder esse luxo. Isso exclui grande parcela da população de Cuba. O governo é quem decide quem pode ou não comprar computadores e aparelhos de DVD. Ninguém tem vontade de trabalhar na ilha, porque sabe que isso não compensa. O Exército controla 60% da economia e Raúl está no comando dos militares. Certamente não tomará nenhum passo em direção a uma liberdade econômica verdadeira, porque isso ameaçaria seu próprio poder. Tudo não passa de um grande teatro.

De maneira geral, a liberdade econômica tem diminuído ou aumentado no mundo? Quando se somam todos os países, é possível ver que a liberdade econômica tem aumentado, embora muito lentamente. Quem mais puxa a curva para cima são os países europeus. Dos vinte países mais livres, metade está na Europa. Outro destaque são as antigas colônias inglesas. Hong Kong é o campeão, seguido de Cingapura.

1.8.08

"Vote nulo": começa tudo de novo!!!

Mais uma vez estas informações erradas começarão a circular pela rede...

É só consultar a legislação eleitoral, que é bastante clara: votos nulos não anulam QUALQUER eleição: ganha o candidato que tiver A MAIORIA DOS VOTOS VÁLIDOS, e voto nulo não é válido:

"Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.
Art. 3º Será considerado eleito Prefeito o candidato que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos."

Se, por hipótese, somente três pessoas votarem corretamente para prefeito em Curitiba, e todas as demais anularem seus votos, o prefeito poderá ser eleito com dois votos... É absurdo, mas é o que diz a lei...

A anulação da eleição em questão (LEI Nº 4.737, DE 15 DE JULHO DE 1965. Capítulo VI, Art. de 21 a 224) só ocorre se 50% dos votos forem invalidados por vício, interferência, violação de urnas ou erro na totalização, e não pelos votos nulos...

Se nós, eleitores conscientes e indignados, simplesmente anularmos nossos votos, sobrarão os votos dos imbecís e influenciáveis, que elegerão justamente os que não queremos...

É melhor pensar direito e divulgar a informação correta!

25.7.08

Retornando em grande estilo.

Estou de volta ao blog, após um longo período, como se pode notar pela data do último post.

Nestes meses minha ausência se deveu à "imersão" em um projeto da GVT que lançou os produtos Smart (franquia em Reais), Turbonet Mega Maxx e Turbonet Mega Flex. Trabalho árduo e complexo, finalmente concluído, mas o reconhecimento e a recompensa - se vier um dia - será a Divina... Mas isto será assunto de outro post.

Meu retorno se deve ao recente ato de bravura e coragem do juiz Carlos Henrique Borlido Haddad, da Justiça Federal de Marabá, no Sul do Pará, que condenou os líderes do MST Luis Salomé de França, Eurival Carvalho Martins e Raimundo Benigno Moreira a pagarem uma multa de R$ 5,2 milhões, dentro de quinze dias, à empresa Vale, por descumprir decisão da própria Justiça, que proibiu a invasão e interdição da ferrovia de Carajás, em abril passado.

Eu já havia lido sobre decisões contra o MST no Rio Grande do Sul, onde alguns magistrados já entenderam que este "movimento social" não passa de uma quadrilha, com táticas de guerrilha comunista e cujo único objetivo é atentar contra a lei e a ordem vigente - quando não é apenas servir de instrumento para a exploração da miséria.

Este mesmo juiz foi responsável pela condenação de outra figura, o advogado e coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), José Batista Gonçalves Afonso, acusado de liderar invasão à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no município em 1997.

Parabéns, meretíssimo!!! É de pessoas com o seu discernimento (e coragem!) que estamos precisando, para começar a colocar algumas coisas nos trilhos em nosso país!!! Sei que Va. Excia. sofrerá os mais vis ataques daqueles que optam pelos criminosos, mas espero que persista. E no que depender de boa avaliação e aprovação, pode contar conosco!

21.1.08

Recordando...

Neste final de semana realizei uma epopéia para levar minha família - a Rogéria e as "crianças" - para o Sul de Minas, para passarem uns dias de férias na casa dos pais dela.

"Epopéia" porque fomos de carro, e as estradas tem trechos em condições miseráveis de tráfego... Duas das principais rodovias do País, a BR-116 (Régis Bittencourt) e a BR-381 (Fernão Dias), com tráfego intenso de caminhões, e ligando importantes capitais de estados, com a conservação (???) há muito igual a zero... Só deteriorando! E, nessa época do ano, com chuvas intensas, crateras vão se formando nas pistas, deixando para nós, pobres motoristas (e pagadores de impostos, taxas e contribuições...), apenas a alternativa de trafegar a 40 Km/h, no máximo. E ainda ficar "torcendo" para que a privatização venha logo, como última esperança de melhoria... Talvez seja essa mesmo a idéia: torcer para que as "metamorfoses ambulantes" no poder façam tudo aquilo que antes, quando eram de oposição, "era coisa do mal"... E continuar pagando impostos, taxas, contribuições e mais o PEDÁGIO!

Mas o assunto deste post é agradável: rever a minha querida Minas Gerais, cheia de morros e montanhas, rios e as inúmeras cidades (zinhas e as nem tanto mais...) me trouxe um ar nostálgico, um ar assim de Casimiro de Abreu que, tirando o mar - ou substituindo-o pelos ribeirões, tudo o mais retrata em sua obra prima, como segue abaixo:

MEUS OITO ANOS
Casimiro de Abreu
Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias,
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência,
Como perfume a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! Dias de minha infância,
Oh! Meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito.
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

6.1.08

Legítima defesa?

Não sou muito chegado a assistir as novelas, exceção feita às novelas de época, que, vez por outra, aguçam minha curiosidade, tratam de fatos históricos e premiam a visão com belíssimas paisagens e visitas a lugares históricos. Fora isso, de vez em quando "passo os olhos" para me atualizar sobre as tentativas de "reflexão moral" e dos novos modismos do "politicamente correto".

Foi numa dessas raras vezes que, junto com a Rogéria, minha esposa, vi um recente capítulo da atual novela das oito da Globo. Tratava da invasão de uma favela por um bando rival. Na favela invadida, uma "socialaite", um deputado e outros protagonistas. Lá pelas tantas, para fazer frente ao poderio bélico dos invasores, o "dono do morro" supreende a todos revelando um arsenal de guerra escondido sob um alçapão... Fiquei abismado primeiramente pela modernidade do arsenal: diferentemente dos M-16 e AR-15, lança-mísseis e artilharia anti-aérea que estamos acostumados a ver em poder dos narcotraficantes e donos de morro, parece que o "herói" em questão recebeu seu "carregamento" de algum museu das duas grandes guerras mundiais, ou de algum filme de guerra do saudoso John Wayne...

Mas a questão de que trato nesse post deve-se mesmo a uma frase do "deputado", sugerindo que o revide à invasão, mesmo com as armas de guerra obsoletas - e nem por isso menos ilegais - poderia ser considerado "legítima defesa"... Ora, ora, ora! Não é paradoxal? A defensora número um do desarmamento leva ao ar uma singela mensagem - quase sub-liminar, é claro, mas (propositadamente ou não?) colocada por um representante eleito pelo povo - de que eventuais revides (ou seria a tradicional guerra do tráfico nos morros do Rio?) podem ter, enfim, um aspecto legal: trata-se, por parte dos invadidos, da legítima defesa! E porquê não seria, então, "legítima defesa" a reação à uma invasão policial? Afinal, os "donos de morro" são tão queridos pelos moradores - a "comunidade", não é o que nos informam sempre? São quase uma família, e o morro é a sua casa!

Ah, sim, desculpem-me: é tudo ficção! E, diferentemente dos telejornais, dos plantões e das campanhas pró-desarmamento, não foram mostrados cadáveres e sangue correndo... Somente uma cena melodramática com a sempre brilhante Marília Pêra.

A "tese" da legítima defesa já foi - e ainda é, infelizmente - ostensivamente usada para justificar aberrações e monstruosidades dos mais variados formatos e nas mais diversas situações, incluindo a destruição das torres gêmeas, os atentados terroristas no Afeganistão, no Iraque e no Oriente Médio... Na "defesa" dos acampamentos de invasores criminosos do MST ameaçados de expulsão... Na "defesa" de invasores e destruidores do patrimônio alheio encastelados em instituições públicas e empresas... É tudo "legítima defesa", dizem os tresloucados que põem a ideologia e a burrice a serviço de criminosos disfarçados de redentores.

Pode parecer paranóia minha... Afinal, fazer análises de filmes e novelas é coisa da crítica especializada. Mas há certas ocasiões em que despropósitos, paradoxos e até mesmo possíveis "mensagens ocultas" ativam meus mecanismos de defesa - tal como uma reação alérgica - como que querendo me alertar de que há algo mais no porvir...

Afinal, em minha vida e em minha profissão fui aprendendo, aos poucos, que é bom estar atento aos sinais, aos detalhes - mesmo os aparentemente insignificantes - e às constantes tentativas de insulto à nossa inteligência. Principalmente por parte do Governo, dos políticos e dos meios de comunicação.

É bom estarmos atentos. Isso não é legítima defesa: é crime! E crime organizado. E muito bem organizado, por sinal. Mesmo que com armamento artesanal ou obsoleto...

20.12.07

Profeta? Semi-deus? Ungido?

Nada como ter um Presidente assim, não é?
 
Vejo a notícia no site do Estadão: Lula prevê problemas para quem for viajar de avião e fico pensando com meus botões... Não é incrível, não é fantástico? Não é quase sobrenatural?
 
Seria nosso Presidente um vidente? Um ungido? Um profeta ou quiçá, um semi-deus?
 
A que ponto chegamos!!!

13.11.07

A minha história...

Belíssima mensagem recebida da equipe do Gazzag, que vale a pena ler...
 
"Aproveite o dia de hoje para fazer um balanço da sua vida: repense os seus erros e relembre os seus acertos, perdoe-se pelos fracassos e orgulhe-se de suas vitórias. E entenda que erros, acertos, fracassos e vitórias são a sua história, a história da sua vida. E, por isso, devem ser valorizados por igual. Sem eles você não seria quem é hoje.
Desejamos a você muita paz, saúde, alegria e, claro, muito amor.
Feliz Aniversário!
Abraço,
Equipe Gazzag"

11.11.07

42 anos!

Como o tempo passa... Se lavasse, cozinhasse e arrumasse a casa, seria uma ótima diarista!

Parece que foi ontem que eu estava postando aqui sobre meu aniversário de 41 anos. Agora, 42... Como disse minha querida esposa, são apenas dois aninhos de vida, pois a vida começa aos quarenta, não é?

Então, lá vamos nós. Só tenho a agradecer a Deus por esses quarenta e dos anos muito bem vividos, cheios de saúde, alegrias, aprendizado, amizades e muito amor... E que venham os próximos quarenta e dois, na mesma medida!

10.11.07

Monitoramento por chip? Tô fora!!!

Eles não perdem tempo! É um golpe após o outro, quando não são vários ao mesmo tempo... Não dá tempo nem de subir pra respirar!!! O preço da liberdade é mesmo a eterna vigilância!

Primeiro veio a história de rastreio e bloqueio do carro por celular, uma mina de dinheiro para quem fornecer a tecnologia a ser instalada nos veículos, estimada na bagatela de R$2.000,00 por unidade, e também para os que forem prestar o serviço de rastreio... Tem que ser derrubada a qualquer custo essa obrigatoriedade, na verdade apenas mais uma tungada nos compradores de veículos, igualzinha àquela do "kit de primeiros socorros"...

Agora vem essa do monitoramento por chip. Já vi essa história antes. Aqui no Paraná, em um suspeitíssimo projeto do Detran, que felizmente foi abortado à época. Iria render um bom dinheiro... Para o Governo e para uma empresa bem conhecida na praça, que, para variar, não tinha absolutamente nenhum know how no assunto. Mas no que tange a faturar alto, ô!!!

A mais nova regra é instalar chips nos automóveis com as informações de praxe, algo assim como o Renavam e a placa. E sensores ("antenas") estratégicamente instaladas captariam estas informações para identificar o veículo. Nada demais, não muito diferente dos radares que "lêem" as placas dos veículos, já bastante em uso. Qual é problema, então? Simples: invasão de privacidade! Como as tais antenas poderão ser instaladas à revelia - e certamente o serão em abundância - fica muito fácil monitorar o trajeto mais percorrido e os locais mais frequentados pelo veículo. E essas preciosas informações nas mãos erradas (governos com viés totalitário, corruptos, criminosos, políticos e servidores públicos inescrupulosos...) podem fazer a festa da bandidagem...

Ouvi hoje um argumento do tipo "Ah, mas estas informações estarão sob a proteção do Governo". Somente um cracker poderia obtê-las para fins criminosos... Ah, é? O mesmo tipo de informação que é de propriedade (e está sob a guarda) da Receita Federal (CPF e CNPJ) e é vendida em CDs na Santa Ifigênia, em São Paulo? Já temos nossas vidas rastreadas pela CPMF em cada movimento da conta corrente, os cartões de crédito registram todos os nossos hábitos de consumo para o Banco Central, nossos telefones são diuturnamente grampeados legal e ilegalmente... Câmeras de vigilância particular e pública detalham minuciosamente nossos movimentos. Tudo isso em função da insegurança, da criminalidade e da sonegação... Que só aumentam! E que segurança isso tem proporcionado, além de prover imagens sensacionalistas dos crimes para alimentar as redes de TV?

Se o governo quer tornar a cobrança de taxas e impostos sobre os veículos mais eficiente, ele que trate de melhorar a qualidade do serviço público, evitando que seja apenas um cabide de emprego para apadrinhados e companheiros. Que fiscalize de forma mais inteligente, que combata intensamente a corrupção, começando por aquela que grassa a administração pública nas três esferas e que parece ser a regra, e não a exceção. Que combata o desperdício de dinheiro, que reduza os impostos e simplifique o pagamento. A sonegação é alimentada pela burocracia, pelo emaranhado de regras e leis e pelo excesso de impostos abusivos e sem a menor contrapartida, que, no caso do trânsito, representaria estradas melhores, ruas melhores e segurança no trânsito, no mínimo... Alguém aí pode citar algo de bom nesses aspectos? O assunto dispensa comentários, não é?

Se quer melhorar a segurança, que invista as fortunas já arrecadadas na melhoria das forças de combate ao crime, na reforma do judiciário e na efetividade da aplicação das leis.

O Deputado Raul Jungman, com quem posso ter severas divergências, mas considero um homem digno e honrado, e que tem pautado sua atuação pela seriedade, coerência, transparência e competência, já está tomando providências para coibir mais esse abuso. Sou-lhe apoiador e totalmente favorável! Temos que trabalhar para que tenha sucesso.

Eu não confio no Governo. Não quero ter também o meu veículo monitorado por ele o tempo todo. Além disso já pagamos caro demais pela Educação, pela Saúde, pelos Transportes e pela Segurança que não recebemos. E creio mesmo que já cedemos demais ao Governo em nome dessas panacéias. Nunca é demais lembrar que "Quem abre mão da liberdade em nome da segurança perde a liberdade e a segurança"!

Monitoramento por chip? Tô fora!!!

28.9.07

Serviços bancários pela Internet

Para quem considera que os serviços de home banking são um avanço e uma praticidade da vida moderna, vale a pena se prevenir. Quando for fazer uso dos serviços bancários pela internet, siga as dicas abaixo para evitar fraudes com sua conta:
  1. Sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da tela do browser aparece o ícone de um cadeado. Além disso, clique duas vezes sobre esse ícone: uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site deve aparecer . Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e ao clicar duas vezes sobre ele, nada irá contecer.
  2. Antes de clicar sua senha nos teclados virtuais, minimize a página. Se o teclado virtual for minimizado também, está correto. Se ele se mantiver na tela sem minimizar, é bem provável que seja falso (pishing)! Não tecle nada.
  3. Ao acessar o home banking e suspeitar do site, digite UMA SENHA ERRADA na primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro significa que o site é realmente do banco, porque o banco tem como checar a senha digitada. Mas se ao digitar a senha errada o site não acusar erro, mau sinal. Sites crackeados (piratas) não tem como conferir a informação, pois o objetivo é apenas capturar suas informações e sua senha.
  4. Evite acessar os serviços bancários de computadores em locais públicos (lan house, cyber café) ou de lap tops através de redes sem fio (wifi zone, wireless) nesses locais (e também em shoppings, aeroportos, hotéis). Se for imprescindível, inveitável mesmo, certifique-se de fazer todas as operações o mais rápido possível e, logo em seguida, bloqueie seu acesso, errando a senha propositalmente pelo número máximo de vezes permitido pelo banco (normalmente três vezes). Assim seu acesso fica bloqueado, mas o de um cracker que possa ter roubado sua senha, também. E então você deverá solicitar ou cadastrar uma nova senha. Mas muito cuidado: a maioria dos bancos exige sua presença para uma nova senha, ou a envia pelo correio para sua casa. Então jamais faça isso em finais de semana, durante viagens ou feriados prolongados: a lei de Murphy diz que você vai precisar acessar novamente a conta...

Os pequenos procedimentos acima são simples, mas certamente ajudarão a você a não engrossar as estatísticas das vítimas de fraude virtual.


E, finalmente, lembre-se: a internet, como parte do mundo real, não é repleta de Frades Fransciscanos que devotam sua vida ao trabalho gratuíto, e também não é povoada por padrinhos mágicos empenhados em lhe dar a felicidade plena e constante: se a esmola for demasiada, o santo desconfia, já diz o velho ditado.

Informe isso aos seus amigos e conhecidos.

22.9.07

Privatizando a Amazônia.


Na cara dura, o governo anunciou nesta semana seu mirabolante plano para salvar a Amazônia: privatizá-la. Isso mesmo! O que o governo do partido dos companheiros, tão avesso à privatização - aliás, como à todo o restante das práticas de outros partidos que acabou incorporando, aprimorando e ainda reclamando a autoria - acaba de anunciar, não pode ser chamado de outro nome senão de a privatização da Amazônia.
 
É mais do que preocupante. Há pouco, sob orientação desse mesmo governo, o Brasil se declarou favorável ao reconhecimento de nações indígenas praticamente autônomas, dentro das quais nem mesmo as Forças Armadas poderão agir... Ainda não é lei. Ainda. Considerando que quase 10% do território nacional já é composto de reservas, coincidentemente instaladas em pontos geográficos estratégicos ou sobre imensas jazidas, dá para imaginar o que pode acontecer em um futuro não muito distante: Já pensou? A "República Bolivariana Raposa Serra do Sol", por exemplo, seria um magnífico exemplo de democracia e "socialismo". Afinal, se o "índio cocaleiro" pode conduzir a revolução bolivariana na Bolívia, qualquer outro índio também o poderá, não? Não vão faltar repúblicas...
 
Voltando à Amazônia, seria cômico se não fosse trágico. O plano mirabolante é permitir o "manejo sustentado" que pressupõe a extração de madeira, entre outras atividades. Lógico, tudo controlado pelo governo. Por esse mesmo governo, que não consegue controlar absolutamente nada na situação atual, da biopirataria ao tráfico de drogas e invasão por narcoguerrilheiros, passando por queimadas, grilagem, desmatamento, extração ilegal e contrabando de madeira, pedras preciosas e ouro.
 
Apesar disso tudo, o governo achou a solução: leiloar a guarda de lotes da Amazônia para a iniciativa privada... E eu que achava que eram lorotas as histórias de ONGs estrangeiras que arrecadavam fundos para "comprar" a Amazônia... Ótimo negócio, esse!!!
 
Sou favorável à privatização. Incondicional. Deveria restar ao governo apenas as funções legislativas e judiciárias, policias, forças armadas e agências regulatórias. Nem educação, nem saúde, nem previdência... Quanto menos governo, menos impostos, menos corrupção. Entretanto, nesse caso em específico, duas coisas chamam a atenção: a naturalidade com que os outrora anti-privatistas anunciaram a solução mágica, e a excessiva confiança no sucesso do processo todo, como se fosse a coisa mais simples e natural possível. Algo assim como o famoso ovo de Colombo, que só não foi implementado por governos anteriores por incompetência e falta de vontade política.
 
É o governo Lula, tão original, privatizando a Amazônia!

3.9.07

Pensamento do dia.

O pensamento de hoje é mais que um pensamento: é uma lição para toda a vida! É para anotar e carregar sempre consigo.
 
"Confia teu caminho ao Senhor
Crê n' Ele
E Ele tudo o mais fará"
Salmos 37,5
 
O próprio Jesus reforça-o em uma das mais belas passagens do Evangelho, em Mateus, 6,33: "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas."

24.8.07

É fogo!!! (2)

Nessa época do ano, próxima ao final do inverno, são alarmantes as notícias sobre queimadas e incêndios por todo o país.

Parques, florestas e reservas ardem cercadas por chamas de impressionante vigor. Pode-se dizer que o verde de nossas matas recebe um "colorido especial", um mosaico de fumaça, chamas, carvão e cinzas... Que tristeza!!!

Mas há uma compensação. Sim, há uma boa notícia, meus caros!!! Assisto pela TV, incrédulo, à uma espetacular mobilização nunca antes vista neste país -para usar uma frase em moda, quase obrigatória mesmo. ONGs das mais diversas áreas do pais, ecologistas, defensores do verde, das matas, dos micos-leões e da ararinha, "margaridas" e sem-terras, agentes da pastoral da terra, IBAMA, INCRA, Green Peace, SOS Mata Atlântica, SPVS, uma imensa legião de guardiães da natureza, milhares, milhões enfim... Todos se unem aos minguados e sofridos bombeiros e defensores civís para apagar o fogo! É impressionante ver tamanho desprendimento e dedicação à essa nobre causa!

E como trabalham! Com o mesmo afinco com que defendem a natureza da selvagem exploração capitalista, dos horríveis latifundiários, das multinacionais e dos transgênicos, avançam bravamente contra as chamas e as detem! Como é lindo ver tamanha força e coragem! Isso sim é que é defender uma causa!!! Que exemplo!!!

Não? Não é isso que acontece? Sonhei? Estou redondamente enganado? Sério? Oh, que horror!
São apenas alguns bombeiros? Minguados agentes da defesa civil? Pouquíssimos voluntários e alguns abnegados agricultores? Oh, não!!!

Nem mesmo o beija-flora da fábula, "fazendo a sua parte"? Que decepção!!!

É fogo!!!

É fogo !!!

Algumas coincidências me causam estranheza. Até mesmo porque - talvez pelo fato de trabalhar desde há muito na área de tecnologia - sou avesso à crença cega em coincidências.
 
Há alguns dias venho acompanhando no noticiário em geral um especial destaque dado às notícias envolvendo soldados do corpo de bombeiros. Bombeiros sequestradores, ladrões... Criminosos, enfim. Curiosamente, bem há pouco tempo foi divulgada uma pesquisa evidenciando que o Corpo de Bombeiros é uma instituição que inspira confiança na população em geral. Confiança esta bem acima da média de outras instituições, como a Polícia Militar e a própria mídia. Será que os bombeiros ficaram descontentes com tal deferência, e repentinamente passaram para "o outro lado", o dos bandidos?
 
Será que, como em qualquer outra instituição, sempre houveram os "maus bombeiros", mas até então não mereciam a devida atenção? Ou será que, dado o resultado da pesquisa, cabe também uma desmoralização da corporação, para que passemos a temer também os bombeiros? Já que, pela cartilha vigente, não podemos contar com a polícia, com as autoridades... Mais uma instituição desmoralizada? E agora - como exclamaria aquele vermelho herói mexicano, - quem poderá nos defender? Será que não é exatemente esse o propósito de tanta evidência? Ou será apenas concidência? Mistérios...
 
É fogo!!!

17.8.07

Nós, os palhaços!

O palhaço é uma figura especial. Apesar de ser associado freqüentemente a algo ruim, de ser até mesmo um xingamento - creio que por algum desses infelizes desvios que acontecem com as palavras – a palavra "palhaço" deveria estar associada à alegria, à diversão.

Mas não é nesse sentido que usamos a expressão "ser feito de palhaço", e sim para referirmo-nos àquele que sempre leva a pior, que se dá mal, que leva os tombos, os baldes de água, as explosões e as tortas na cara... Enfim, se dá mal, para que outros se divirtam. Para que riam dele. De suas peripécias ou infortúnios.

Difícil de entender? Não. Talvez para os bem-intencionados, não. Para os preparados intelectual e culturamente, não. Para os honestos e sinceros, não. Mas não é o caso do apedeuta. E nem de sua claque, incluídos aí os aproveitadores de plantão, entre os quais o que por ora ocupa o governo do Rio de Janeiro.

No dia de ontem, em mais um surto de superação asnática, o apedeuta quis passar um pito em manifestantes no Rio de Janeiro, dizendo que eles não teriam maturidade política. Claro, para ele maturidade política é o que têm os "usuários" do bolsa esmola, dispostos a aplaudir até mesmo um futum de Sua Inçelença...

Aliás, aqui é necessário fazer um breve interregno. O apedeuta também falou sobre essa preciosidade. Disse que as pessoas criticam o bolsa esmola mas não criticam as bolsas, de valor muito maior, que o Governo dá para alguns poucos - muito poucos, demasiadamente poucos, diga-se de passagem – estudarem no exterior. Mesmo desconsiderando a conhecida desonestidade intelectual do dito cujo, é difícil colocar no mesmo cesto duas coisas tão distintas: bolsas de estudo, para pessoas que se destacam e que – invariavelmente, por sua dedicação e esforço próprio - demonstram que podem evoluir e contribuir mais e de maneira melhor para o país, para a sociedade e para os seus. Para isso, dedicam-se, esforçam-se, produzem, destacam-se. Agregam valor e conteúdo. Fazem, enfim. E do outro lado, temos o bolsa esmola. De origem decente, bem-intencionada até, - e cabe ressaltar, criada pelo governo anterior - deveria contemplar desassistidos momentaneamente, de forma a lhes dar dignidade e condições para, com seu próprio esforço, abandonarem rapidamente a situação de miséria e mendicância. Mas a ganância petista por poder absoluto e eterno enxergou aí uma incrível máquina de perpetuação no poder. Expandiu e transformou o projeto original em uma incomensurável fábrica de popularidade lulista e de votos, colocando seus usuários em uma armadilha. E de quebra ainda é uma arma político-eleitoral-ideológica arrasadora, quase uma "big fat" sobre a hiroshima daqueles que ousam questionar o uso desvirtuado. É difícil reconhecer isto, mas a verdade é que a "produção" dessa massa de "usuários" do bolsa esmola é destinada quase totalmente aos esgotos – a maior parte a céu aberto - depois de passar pelo processo digestório... Nesse aspecto em quase nada difere de suas opções eleitorais, na maioria das vezes...

Voltando à questão, somos sim, palhaços. Vivemos frente a um bando de aproveitadores - uma quadrilha mesmo, como disse o Procurador – que cresce continuamente e ri de nossa situação ridícula, ordenando o "relaxa e goza", mostrando o "top-top-top fuc-fuc-fuc" ou dizendo que pagamos CPMF e nem sentimos... Entre outras preciosidades. E isso é apenas o que chega até nós. Imaginemos como seria em ambientes privados, fechados ou no círculo íntimo...

Nós somos palhaços, Sua Inçelença. Temos sido continuamente feitos de palhaços, de bobos e idiotas pelo senhor e por todo o bando. E se haverá, algum dia, um protesto dos verdadeiros palhaços – os que fazem palhaçadas por amor à profissão – contra nossa condição de palhaços, não será pelo fato de denegrir a imagem deles: será pela concorrência desleal. Afinal, somos em imaior número. A contar pelos resultados da última eleição, somos mais de sessenta milhões, nós, os palhaços que não lhe queríamos novamente no poder.

16.8.07

Vencedor X Derrotado

O vencedorO derrotado
Diz: "Se é para vencer, é comigo mesmo!"Diz: "Não posso fazer nada..."
Transforma sonhos em realidadeTransforma a realidade em sonhos
Dá forçaControla
Diz: "Vamos descobrir"Diz: "Niguém sabe"
Faz parte da soluçãoFaz parte do problema
Não tem medo de perderTem medo de vencer
Arranja tempoPerde tempo
Assume compromissosFaz promessas
Diz: "Vou fazer!"Diz: "Vou tentar..."
Diz: "Sou bom, mas não tanto quanto posso ser!"Diz: "Não sou ruim como muitas outras pessoas!"
OuveSó espera sua vez de falar
Vê as pessoas fazendo coisas certasVê as pessoas fazendo coisas erradas
Aprende com os outrosSe ressente com quem sabe mais
Vê oportunidadesVê problemas
Faz!Fala em fazer...
Sente-se responsável até pelo trabalho que não é seuDiz: "Sou apenas um empregado..."
Diz: " Tem de haver um jeito melor de fazer isso!"Diz: "Isso sempre foi feito desse jeito!"
Elogia os outrosReclama dos outros
Está disposto a pagar o preçoQuer tudo de "mão beijada"
Espera o sucessoEspera o fracasso

Autor: Wolf J. Rinke, no livro "As 6 estratégias para vencer na vida, no amor e nos negócios".

15.8.07

Sejamos girassóis!

Assim como os outros órgãos dos sentidos, nossos olhos são seletivos.
Nós focalizamos o que queremos ver e deixamos de ver o restante.
Então, escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol!
 
Você já reparou como é fácil ficar de baixo astral? "estou de baixo astral porque está chovendo, porque tenho uma conta para pagar, porque não tenho exatamente o dinheiro ou aparência que eu gostaria de ter, porque ainda não fui valorizado, porque ainda não encontrei o amor da minha vida, porque a pessoa que eu quero não me quer, porque..."
É claro que tem hora que a gente não está bem. mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo possível, pegar o melhor sinal, ou seja, o lado bom da vida. Na natureza nós temos uma antena que é assim: o girassol! Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem. Nós temos que ser mais assim, aprender a realçar o que de bom recebemos. Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em grandes acontecimentos. Temos de treinar para sermos girassóis que buscam o sol, a força, a beleza.
 
Por que só nos preparamos para as viagens, e não para a vida, que é uma viagem? Apreciar o amor profundo que alguém em um determinado momento dirige a você. Apreciar um sorriso luminoso de alegria de alguém que você gosta. Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante, reanimadora. Apreciar a festividade, a alegria, a risada. E quando estivéssemos voltando a ficar mal-humorados, tristonhos, desanimados, revoltados, que pudéssemos nos lembrar de novo de sermos girassóis.
 
Selecione o melhor desse mundo, valorize tudo o que de bonito e bom que haja nele e retenha isso dentro de você. É este segredo de quem consegue manter um alto grau de vitalidade interna!
 
(Autor desconhecido – se alguém souber ou puder identificar, peço que me informe...).

 

Pensamento do dia.

Quem tem boca vaia Lula. Quem tem "boquinha" não!

14.8.07

Menos impostos! Contra a CORRUPÇÃO, dinheiro na mão do CIDADÃO!

Meus caros:

Só há uma coisa que podemos fazer contra a corrupção: secar a fonte! Isso mesmo, secar a fonte. Lutar contínua e desesperadamente pela diminuição dos impostos.
 
O raciocício é bem simples: Menos imposto = menos dinheiro na mão do Governo. Menos dinheiro na mão do Governo = menos corrupção!!!
 
Vamos começar pela CPMF, o mais cínico ("C" de "Contribuição" e "P" de "Provisória" !!!), mais enganoso (foi criado para gerar recursos para a Saúde!!!) e mais cruel de todos os impostos, pois atinge à todos de forma velada e nenhum benefício trouxe à população!
 
Entre nessa luta junto comigo!!! É cidadania, é coragem, é AÇÃO!!!
 
Menos impostos! Contra a CORRUPÇÃO, dinheiro na mão do CIDADÃO!
 
Fiesp faz abaixo-assinado contra a CPMF: http://www.contraacpmf.com.br/