26.11.12

Menos Estado = Menos Impostos = Menos Corrupção! Simples, não?

Meu falecido avô, que reconhecia-se tão ignorante que não saberia fazer a letra "O" com a ajuda de um fundo de um copo, já dizia: "Rato gordo só se cria em paiol cheio". 

E quão cheio (e imenso) paiol é o Estado Brasileiro, com milhares de "cargos de confiança" à disposição para a inserção de defensores dos interesses privados dos que "financiam" as campanhas eleitorais!!! Isso sem falar nos cargos em estatais, institutos, fundações, autarquias e organizações sociais que impregnam as três esferas de poder (Municipal, Estadual e Federal) de um fétido odor de corrupção, à nossa vista e sob nossos narizes! 

Menos Estado = Menos impostos = Menos corrupção. A equação é simples, tal como a célebre equação de Einstein. Mas creio que seremos capazes de viajar ao quadrado da velocidade da luz antes de conseguirmos a compreensão do povo (principalmente do povo eleitor) para as mudanças necessárias. 

Lamentavelmente!

31.8.12

Convicções e aprendizado

Seja sempre coerente consigo mesmo. Seja firme em suas convicções.
 
Seja humilde sempre, reconheça seus erros e repense seus princípios quando estiverem errados. É ato de grandeza moral abandonar o erro, aprender e assim evoluir.
 
Mas enquanto sua razão, sua fé e sua consciência lhe disserem que está no caminho certo, por coisa nenhuma deste mundo volte atrás. É digno de si e do respeito de todos aquele que sabe ser fiel às suas convicções e credos.
 
A pior derrota é aquela que acontece quando se trai as próprias convicções!
 
Extraído de "Comece o dia feliz", de J. S. Nobre - Edições Paulinas, São Paulo-SP, 1990.

13.8.12

A Lei de Deus e o Amor.

A Lei de Deus está assentada - toda ela - no Amor, tal como nos descreve o evangelista naquela passagem do jovem que, ao aproximar-se do Cristo, perturbado por causa das tentações do mundo e em face das suas naturais fraquezas, perguntou-lhe: "Mestre, o que devo fazer para salvar-me?". E o Senhor, colocando-lhe as mãos nos ombros, disse-lhe: "Amarás ao teu Deus de todo o coração e com toda a tua alma, e ao teu próximo como a ti mesmo. Faze isto e terás o Reino de Deus".
 
Extraído de "Comece o dia feliz", de J. S. Nobre - Edições Paulinas, São Paulo-SP, 1990.

7.8.12

Bendiga a Deus também no sofrimento.

Bendiga a presença do amor de Deus através de algum sofrimento.
 
Ele costuma visitar os seus filhos fazendo-os rir no gozo da saúde e felicidade. É quando dá o seu amor.
 
Mas, às vezes, Ele quer provar se também é amado. É quando faz o teste com a injeção de uma dor ou de uma lágrima.
 
Nessa hora Ele quer que você se lembre de que todos aqueles que passaram bem por estes testes chegaram lá em cima muito machucados, mas estão na glória de Deus!
 
Extraído de "Comece o dia feliz", de J. S. Nobre - Edições Paulinas, São Paulo-SP, 1990

27.7.12

Dê um "Bom dia" para a vida em todas as manhãs!

Habitue-se a dar "Bom dia" para a vida que se renova em você à cada manhã.

Olhe a claridade da luz. Contemple a beleza do céu. Respire a energia que o ar lhe traz. Olhe para dentro de você mesmo e sorria, feliz porque tudo isso é Deus dentro de si e da natureza ao seu redor. Levante todos os dias o seu pensamento, acorde o seu coração, encha-se da mais pura alegria e diga: "Obrigado, Senhor!".

Extraído de "Comece o dia feliz", de J.S.Nobre, Edições Paulinas, São Paulo-SP, 1990.

23.7.12

Convicções.

Aprenda a sacrificar as suas preferências, os seus privilégios, mas nunca sacrifique as suas convicções.

Os privilégios e as preferências são coisas supérfluas, com as quais você vive, e sem as quais também. Elas são coisas que vêm de fora para você. Não são essenciais à sua vida.

Já as convicções, estas nascem de dentro para fora, são partes do seu "EU", são substâncias da sua personalidade.

Respeite e viva de tal modo que os outros se creiam obrigados a lhe respeitar as convicções que tem.

Extraído de "Comece o dia feliz", de J.S.Nobre - Edições Paulinas

29.6.12

Liderança: Como gerenciar pessoas inteligentes

SERIAL CEO | Margaret Heffernan

Artistas, designers e desenvolvedores são diferentes, difíceis e -  dependendo de sua estratégia - profissionais fantásticos.

Quando digo para as pessoas que passei 13 anos produzindo programas de rádio e TV e, em seguida, mais 15 anos trabalhando com empresas de software, elas sempre olham intrigadas e perguntam: Qual é a conexão? A resposta é simples: talento. Ambas as indústrias dependem crucialmente de indivíduos altamente criativos, muitos dos quais podem ser excêntricos, independentes e muito caros para se manter. O sucesso em ambas as indústrias depende da capacidade de gerenciar e inspirar talentos. 

Eu não entendia isso no começo. Gostei muito de minhas relações de trabalho produtivas com escritores, atores, designers, programadores e músicos que, por nenhuma outra razão, eu adorava. Eu admirava seus talentos, amava seu espíritos, e queria que eles fossem felizes. Mas, pensando bem, eu pude entender entender que há um pouco mais além disso.

Um grande talento é algo especial e você deve respeitá-lo. Há uma crença popular de que a criatividade é inerente à infância, que as pessoas criativas são crianças que precisam "aprender" e não podem ser contrariadas. Isso está errado. Tentar enquadrar os talentosos é algo contra-produtivo, perverso e até condenável. Mas não deve-se ir para o outro extremo e tratar estas pessoas como se eles fossem feitos de vidro. Elas são difíceis - talvez mais difíceis do que você é - e conhecem seu próprio valor. O que eles mais querem é respeito.

Pessoas criativas não estão interessadas em regras - nem para seu próprio bem - e podem ser altamente inclinadas a quebrá-las. Mas não se deixe enganar. Enquanto elas estão desenvolvendo um importante trabalho, isso é tudo o que importa. Uma vez tive um diretor extremamente talentoso que não queria trabalhar no plano de produção em um escritório aberto. Ele insistiu em ter sua própria sala, minúscula. Discutir com ele sobre isto era desperdício de tempo e resultava em perda da confiança. Ele sabia como ele próprio funcionava, e foi melhor deixá-lo seguir por sua própria conta. 

Pode parecer à primeira vista contraditório, mas eu também acredito que talentos verdadeiros respeitam as restrições. Compositores sabem trabalhar para controlar o tempo em segundos quando escrevem para o cinema ou para a televisão. Escritores apreciam a contagem de palavras e a duração do texto. Portanto, não tenha medo de ser explícito e claro com eles sobre orçamentos e cronogramas. Steve Jobs costumava ter um mantra: "Real artists ships - Talentos reais entregam". Ele estava certo. Verdadeiros profissionais sabem entregar o resultado. Apenas amadores acham que é inteligente fazer o contrário.

Talvez a coisa mais importante a lembrar sobre os verdadeiros artistas é que eles são muito levados a desenvolver-se e e a desenvolver o seu ofício. Eles permanecerão em lugares que permita-lhes fazer isso, e eles vão deixar aqueles nos quais isso não é possível. Isto pode parecer arrogância, mas não é: é apenas um desejo sincero de fazer um trabalho fantástico. E isso pode trabalhar a seu favor, se você apreciar o trabalho deles e os reconhecer.

Rob Goffee e Gareth Jones escreveram um maravilhoso estudo acadêmico sobre este assunto, chamado "Gestão de pessoas inteligentes". É um estudo preciso, mas omite uma coisa: Trate bem as pessoas inteligentes e elas serão as pessoas mais divertidas para se trabalhar no mundo.

27.6.12

7 pecados capitais que você não deve cometer em uma corporação

SÃO PAULO - Andar na linha pode não ser fácil, mas como já imaginado é mais do que necessário em uma corporação - principalmente naquelas em que o comportamento costuma ditar as regras de convivência. Por isso, se você perceber que manter a compostura está complicado demais, que tal repensar suas atitudes e mudar esse jogo?

Segundo a especialista em Soluções de RH da De Bernt Entschev Human Capital, Aline Lumi Takushi, muitos profissionais costumam adotar uma postura inadequada por desconhecimento.

"Tivemos uma profissional da área comercial que certa vez postou, nas redes sociais, algumas fotos em traje de banho. A atitude não pegou bem, já que todos tinham acesso à página dela, mas isso foi logo corrigido após a orientação do gestor que aconselhou a colaboradora a usar filtros em sua página social", conta.

Nesta situação, assim como em tantas outras, foi o gestor o principal responsável pela mudança. "Nem sempre o trabalhador tem a percepção sobre o seu próprio comportamento e como o mesmo reflete em sua vida profissional. Por isso, o feedback é tão importante. Ele pode promover a autoanálise e gerar mudanças", diz a managing partner da Thomas Case & Associados, Izabel de Almeida.

Observe
Uma dica importante para evitar que pequenos erros possam prejudicar sua imagem na corporação é a observação. Isso mesmo! Observe o comportamento dos demais colegas e certifique-se de que suas ações estão realmente de acordo com as políticas da empresa em que atua.

E não se preocupe se alguém lhe der um feedback negativo. Por mais constrangedor que possa parecer, ouça a mensagem com atenção e não tente se justificar, afinal, somente assim você poderá se adequar, de fato, à cultura da sua empresa.

7 pecados capitais
Para ajudá-lo a identificar os erros mais inaceitáveis em uma corporação, o Portal InfoMoney consultou a opinião das profissionais Izabel e Aline, que juntas nos ajudaram a elaborar os 7 pecados capitais que você não deve cometer. Confira!

Gula: deixe de ser 'fominha' e aprenda a dividir seu trabalho com a equipe. Ninguém gosta de um líder centralizador, tão pouco de alguém que não sabe compartilhar suas vitórias com os demais contratados. Por isso, se você pretente manter o clima agradável, bem como seu emprego, que tal repensar a forma como você concentra e distribui suas atividades?

Avareza: acumular riquezas é bom, mas acumular demais, não. Reflita o quanto você deseja progredir na carreira e pense se está disposto a passar por cima das pessoas para atingir os seus objetivos. Se essa for realmente a sua intenção, tome cuidado: certamente sua jornada não será tão boa assim. "O avarento almeja tanto o crescimento que se esquece de analisar os caminhos que deve percorrer - e estes, podem não ser nada bons", diz Alice.

Luxúria: deixar-se dominar pelas paixões pode ser uma atitude nada positiva no trabalho, mais ainda se a pessoa do seu interesse trabalhar com você. Os casos de assédio sexual estão aí para provar esse fato. E mesmo se o envolvimento for consentido, redobre sua atenção: lembre-se que trabalho é trabalho e que a vida pessoal não deve afetar o dia-a-dia da corporação.

Ira: não digerir e metabolizar os acontecimentos pode trazer muita dor de cabeça. O outro extremo também não é nada bom, afinal, explosões de raiva não são adequadas para o ambiente de trabalho. Assim, se você deseja manter um clima agradável na corporação, que tal aprender a trabalhar a raiva e se controlar um pouco melhor? Resolva seus conflitos com seus colegas e não deixe para amanhã aquela conversa que você poderia ter hoje.

Inveja: invejar o crescimento do seu colega pode comprometê-lo em uma organização, especialmente se por essa razão você passar a adotar uma postura inadequada no trabalho. Que tal se ao invés de desejar a capacidade do outro, você investir nas suas reais aptidões?

Preguiça: aversão ao trabalho e lentidão demais podem realmente afetar seu desempenho na corporação, e isso, de uma forma muito negativa, acredite. Tenha em mente que empurrar as coisas com a barriga também implica em se empurrar para fora da empresa, afinal, seu chefe não terá preguiça de demití-lo. Tente descobrir os motivos do problema. Às vezes você pode não estar satisfeito com as tarefas que tem desempenhado na empresa ou mesmo precisa de vitaminas pela manhã.

Vaidade: vaidade bem dosada faz bem, mas em excesso faz com que seus colegas de trabalho o considerem uma pessoa chata. E sabemos que você não ficará nada contente de saber que seus colegas preferem almoçar ou fazer um happy hour sem a sua "maravilhosa companhia". Por isso, que tal conter seu ego um pouquinho? Talvez essa siples atitude possa ajudar a melhorar seus relacionamentos na empresa.

25.6.12

Ditadura militar?

Está aí uma ditadura pior do que aquela que hoje insistem em apelidar de 'ditadura militar'. Como nos dias de hoje, naquele período fui também um crítico. Não lembro de ter sido perseguido, como insistem em afirmar que era o hábito da época aqueles que, por falta de argumento para uma retórica razoável, apelam sem disfarces para o desvirtuado e corrosivo 'ouvi dizer'. 

Que ditadura era aquela que me permitia votar ? Que nunca me proibiu de tomar uma cervejinha num desses bares da vida após as vinte e três horas ? Ou num restaurante de beira de estrada ? 
Que ditadura era aquela que nunca usou cartão corporativo para as primeiras damas colocarem até botox no rosto ou para outros roubarem bilhões de reais do povo brasileiro ? Vi, sim, perseguições, porém contra elementos de alta periculosidade à época, como o eram os Zés Dirceus, Zé Genoino, Dilma Roussef - a Estela - Marco Aurélio Garcia, Diógenes, o assassino do Capitão Schandler, como os que colocaram bombas em lugares públicos, como aquela no aeroporto de Guararapes, cujo resultado foi a morte de gente inocente, ações de subversivos que desejavam implantar no Brasil um regime comunista, e para tal seguiam planos de formar nas selvas o que hoje, na Colômbia, chamam de FARCs. 

Que ditadura era aquela que permitia que a oposição combatesse o governo, como ocorria com deputados como Ulisses Guimarães, apenas para se citar um nome? 
Que ditadura era aquela que jamais sequer pensou em proibir a população de usar armas para se defender, como hoje criminosamente pretendem ? 

Que ditadura era aquela que em nome da democracia, jamais admitiu invasão de propriedades e jamais sustentou bandidos com cestas básicas em acampamentos e jamais impediu a policia de agir, como a ditadura de hoje ? 

Que ditadura engraçada aquela que chegou a criar até partido de oposição! Curiosa essa democracia de agora, em comparação ao que chamam de 'ditadura militar', 'democracia que permite que ladrões do dinheiro público continuem ocupando cadeiras no parlamento e cargos no governo e tolera até mesmo um presidente alegar que 'não sabia', para fugir de sua responsabilidade para com a causa pública. Que ditadura militar era aquela que jamais deu dinheiro de mão beijada para governantes comunistas, amigos de presidnte, como ocorre com a ditadura de hoje e, contra a qual não nos permitem sequer contestação ? 

Que ditadura era aquela que jamais proibiu a revelação das fuças de bandidos em foto e TV como ocorre na 'democracia' de hoje, numa gritante e vergonhosa proteção do meliante, agressor da sociedade ? Escuta telefônica, eis mais uma ação da 'democracia' de hoje e proibida à época 'daquela ditadura militar'. 

Ah...é verdade...Aquela ditadura proibia casamento de homem com homem, sexo explícito na TV alcançando crianças, proibia a pouca vergonha e não dava folga para corruptos que eram cassados quando prevaricavam, sem permitir que a sociedade fosse punida com a permanência no palco da corrupção dos delinqüentes, que hoje fazem CPIs para tapearam a sociedade e se escalam às mesmas como raposas cuidando do galinheiro. 

Caetano Veloso está quieto em relação a essa ditadura que hoje aí está. Apostasia de 'seu ideal'? À época lançou a música 'É proibido proibir'. Hoje se cala. O que ajudou a promover, junto com Chico Buarque, Gilberto Gil e outros, está no poder. Que pelo menos altere o nome da música para os dias de hoje para "É permitido proibir'. E que vá se catar.

PAULO MARTINS 
GAZETA DO PARANÁ
9 de Abril 

17.6.12

Dom Sebastião voltou!!!

Marco Antonio Villa - O Estado de S.Paulo

Luiz Inácio Lula da Silva tem como princípio não ter princípio, tanto moral, ético ou político. O importante, para ele, é obter algum tipo de vantagem. Construiu a sua carreira sindical e política dessa forma. E, pior, deu certo. Claro que isso só foi possível porque o Brasil não teve - e não tem - uma cultura política democrática. Somente quem não conhece a carreira do ex-presidente pode ter ficado surpreso com suas últimas ações. Ele é, ao longo dos últimos 40 anos, useiro e vezeiro destas formas, vamos dizer, pouco republicanas de fazer política.

Quando apareceu para a vida sindical, em 1975, ao assumir a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, desprezou todo o passado de lutas operárias do ABC. Nos discursos e nas entrevistas, reforçou a falácia de que tudo tinha começado com ele. Antes dele, nada havia. E, se algo existiu, não teve importância. Ignorou (e humilhou) a memória dos operários que corajosamente enfrentaram - só para ficar na Primeira República - os patrões e a violência arbitrária do Estado em 1905, 1906, 1917 e 1919, entre tantas greves, e que tiveram muitos dos seus líderes deportados do País.

No campo propriamente da política, a eleição, em 1947, de Armando Mazzo, comunista, prefeito de Santo André, foi irrelevante. Isso porque teria sido Lula o primeiro dirigente autêntico dos trabalhadores e o seu partido também seria o que genuinamente representava os trabalhadores, sem nenhum predecessor. Transformou a si próprio - com o precioso auxílio de intelectuais que reforçaram a construção e divulgação das bazófias - em elemento divisor da História do Brasil. A nossa história passaria a ser datada tendo como ponto inicial sua posse no sindicato. 1975 seria o ano 1.

Durante décadas isso foi propagado nas universidades, nos debates políticos, na imprensa, e a repetição acabou dando graus de verossimilhança às falácias. Tudo nele era perfeito. Lula via o que nós não víamos, pensava muito à frente do que qualquer cidadão e tinha a solução para os problemas nacionais - graças não à reflexão, ao estudo exaustivo e ao exercício de cargos administrativos, mas à sua história de vida.

Num país marcado pelo sebastianismo, sempre à espera de um salvador, Lula foi a sua mais perfeita criação. Um dos seus "apóstolos", Frei Betto, chegou a escrever, em 2002, uma pequena biografia de Lula. No prólogo, fez uma homenagem à mãe do futuro presidente. Concluiu dizendo que - vejam a semelhança com a Ave Maria - "o Brasil merece este fruto de seu ventre: Luiz Inácio Lula da Silva". Era um bendito fruto, era o Messias! E ele adorou desempenhar durante décadas esse papel.

Como um sebastianista, sempre desprezou a política. Se ele era o salvador, para que política? Seus áulicos - quase todos egressos de pequenos e politicamente inexpressivos grupos de esquerda -, diversamente dele, eram politizados e aproveitaram a carona histórica para chegar ao poder, pois quem detinha os votos populares era Lula. Tiveram de cortejá-lo, adulá-lo, elogiar suas falas desconexas, suas alianças e escolhas políticas. Os mais altivos, para o padrão dos seus seguidores, no máximo ruminaram baixinho suas críticas. E a vida foi seguindo.

Ele cresceu de importância não pelas suas qualidades. Não, absolutamente não. Mas pela decadência da política e do debate. Se aplica a ele o que Euclides da Cunha escreveu sobre Floriano Peixoto: "Subiu, sem se elevar - porque se lhe operara em torno uma depressão profunda. Destacou-se à frente de um país sem avançar - porque era o Brasil quem recuava, abandonando o traçado superior das suas tradições...".

Levou para o seu governo os mesmos - e eficazes - instrumentos de propaganda usados durante um quarto de século. Assim como no sindicalismo e na política partidária, também o seu governo seria o marco inicial de um novo momento da nossa história. E, por incrível que possa parecer, deu certo. Claro que desta vez contando com a preciosa ajuda da oposição, que, medrosa, sem ideias e sem disposição de luta, deixou o campo aberto para o fanfarrão.

Sabedor do seu poder, desqualificou todo o passado recente, considerado pelo salvador, claro, como impuro. Pouco ou nada fez de original. Retrabalhou o passado, negando-o somente no discurso.

Sonhou em permanecer no poder. Namorou o terceiro mandato. Mas o custo político seria alto e ele nunca foi de enfrentar uma disputa acirrada. Buscou um caminho mais fácil. Um terceiro mandato oculto, típica criação macunaímica. Dessa forma teria as mãos livres e longe, muito longe, da odiosa - para ele - rotina administrativa, que estaria atribuída a sua disciplinada discípula. É um tipo de presidência dual, um "milagre" do salvador. Assim, ele poderia dispor de todo o seu tempo para fazer política do seu jeito, sempre usando a primeira pessoa do singular, como manda a tradição sebastianista.

Coagir ministros da Suprema Corte, atacar de forma vil seus adversários, desprezar a legislação eleitoral, tudo isso, como seria dito num botequim de São Bernardo, é "troco de pinga".

Ele continua achando que tudo pode. E vai seguir avançando e pisando na Constituição - que ele e seus companheiros do PT, é bom lembrar, votaram contra. E o delírio sebastianista segue crescendo, alimentado pelos salamaleques do grande capital (de olho sempre nos generosos empréstimos do BNDES), pelos títulos de doutor honoris causa (?) e, agora, até por um museu a ser construído na cracolândia paulistana louvando seus feitos.

E Ele (logo teremos de nos referir a Lula dessa forma) já disse que não admite que a oposição chegue ao poder em 2014. Falou que não vai deixar. Como se o Brasil fosse um brinquedo nas suas mãos. Mas não será?   

MARCO ANTONIO VILLA, HISTORIADOR,  É PROFESSOR DA , UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)
Transcrito de artigo do Jornal "O Estado de São Paulo".

14.6.12

Anchovas e queijo Roquefort na cesta básica já!

Os estados de São Paulo e Paraná proibiram o tabagismo em bares e comércios afins. O argumento usado é que o estado tem o dever de zelar pela saúde do cidadão. Dia desses, num programa policial, lá estava um corpo estirado no chão de um bar, com uma bala na cabeça. Pedaços do cérebro ensopados de sangue esparramados pelo balcão. Ao fundo uma placa enorme: Proibido fumar! Conclusão: é mentiroso o argumento para a proibição do tabagismo.

Dizem que a relação entre a arrecadação de impostos gerados pela indústria tabagista e o gasto em saúde pública tem sido deficitária. Mas, seguindo essa lógica, os obesos, os alcoólatras e os promíscuos também oneram, cada um à sua maneira, o sistema de saúde. Assim não faz sentido culpar apenas um grupo e jamais mencionar os outros. É por isso que, quando criam-se essas benesses governamentais, como educação e saúde pública, discriminações desse tipo tornam-se inevitáveis. Aliás, é capaz de os fumantes, na realidade, estarem poupando o dinheiro do "sistema", já que, como  propagandeiam os ativistas, eles morrem mais cedo do que os não-fumantes - o que significa que eles não poderão onerar por muito tempo a Previdência Social, para a qual contribuíram solidamente durante toda a vida de trabalho.

Há hoje um cerco injusto sobre a indústria tabagista. Ela é penalizada com uma carga tributária altíssima e, por consequência, os tabagistas são penalizados. Com a proibição do tabagismo em bares, o número de penalizados cresce ainda mais. Nos produtos, campanhas aviltantes - além de mentirosas. Quem diz que as campanhas são mentirosas não sou eu. É a 2ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça, a 3ª Vara Cível da Comarca de Criciúma e o desembargador Luiz Carlos Freyesleben. Esse povo negou o pagamento de indenização, em processo movido pela família do Sr. Júlio Soratto. Júlio morreu devido a um carcinoma pulmonar.. O desembargador Luiz Carlos Freyesleben disse, em sua sentença: "O câncer pulmonar é uma doença multifatorial, podendo ter como causa uma multiplicidade de fatores, não só o tabagismo".  Pera lá: ou o tabagismo casusa câncer - e deve-se indenizar todas as vítimas, ou não faz mal - e deve-se eliminar as campanhas anti-tabagistas.

A verdadeira motivação para a proibição é utilizar o Estado como meio de sequestrar o controle sobre a propriedade privada e de proibir que indivíduos capazes de pensar autonomamente façam suas escolhas. Paradoxalmente as proibições em São Paulo e no Paraná foram feitas por dois sociais-democratas: José Serra e Beto Richa. Justo eles, acusados de serem neoliberais, sucumbiram à pressão e lobby de grupos antitabagistas, e infringem o direito básico que qualquer estabelecimento privado tem de determinar autonomamente a sua política tabagista. Os métodos que eles empregam somente podem ter sucesso quando o governo parte para o confisco da propriedade privada - sem qualquer reparação de danos aos proprietários, obviamente. E os proprietários, que em um livre mercado teriam a liberdade de decidir se querem ou não permitir o fumo, têm esse direito confiscado pelo estado. E mesmo o direito dos clientes de frequentar esse ou aquele bar. Afinal, o indivíduo é livre para  cometer o erro que ele quiser, de maneira que ele próprio faça a sua avaliação de de custos e benefícios. E ão me venham com truques retóricos e pseudocientíficos de que os carcinógenos "Classe A" têm efeito sobre os não fumantes.

A questão não é defender ou acusar o tabagismo. É evidente que fumar faz, de um modo ou de outro - causando carcinomas ou não,  mal à saúde. O ninado Júlio Soratto sabe disso como ninguém. Todo mundo sabe disso. Todo fumante hoje sabe disso. Até o desembargador Luiz Carlos Freyesleben sabe disso. Trata-se de apontar a contradição no discurso do Estado.

Se fosse verdade que o Estado importa-se com o bem-estar do cidadão teríamos mais ferrovias, e então as mortes nas estradas diminuiriam.

Agora, sejamos francos: se o governo estivesse realmente preocupado com o nosso bem-estar, você não acha que já teria incluído anchovas e queijo roquefort na cesta básica?

Transcrito da coluna Mas será o Benedito, de Rodrigo Villar Venturi Vieira, no jornal AN Bacacheri de 09 de Junho de 2012.

25.3.12

Duas homenagens...

Deveria ter publicado este post na segunda-feira passada, 19 de Março de 2012, quando minha mãe, Maria José Vilela de Paulo, completaria 75 anos - se não tivesse falecido, aos 46 anos, em 08 de Agosto de 1983, na cidade mineira de Campos Gerais, onde nascera.

Faço aqui duas homenagens: à minha mãe e ao Rei do Baião - Luiz Gonzaga - de quem minha mãe era fã, e de quem herdei o nome, em função disto:

Assum-preto, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)

Tudo em volta é só beleza
Sol de Abril e a mata em flor
Mas assum preto, cego dos óio
Não vendo a luz, ai, canta de dor.

Talvez por ingnorança
Ou maldade das pior
Furaro os óio do assum preto
Prá ele assim, ai, cantá melhor.

Assum preto veve sorto
Mas num pode avoar

Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse olhar.

Assum preto meu cantar
É tão triste como o teu
Também robaro o meu amor
Que era a luz dos olhos meus.

Quem sabe, nos dias em que ainda terei de vida, consiga realizar o desejo de minha mãe e aprender a tocar acordeom - Scandalli, que ela sempre admirava - e poder assim tocar e interpretar esta bela música...

Por ora, fica aqui esta minha simples e dupla homenagem.

30.1.12

Aprendi...

Aprendi que:
- Se as coisas podem ser melhores isto não significa que estejam ruins...
- Não é fácil diferenciar ambição de ganância, determinação de teimosia, cordialidade de submissão...

19.11.11

Conservador...

Eu não faço parte da turba ruidosa que quer mudar o mundo, revolucionar, protestar, quebrar e reagir.

Eu não me vejo como enchentes e tsunamis que impõem-se pela força e volume, causando mudanças bruscas e rupturas, mas deixando atrás de si um rastro de desolação, destruição e morte.

Sou como a imensa maioria, parte das caudalosas águas de um rio manso que vai seguindo seu caminho rumo ao mar. E na sua serenidade, vai moldando suas margens pelos séculos a fio, interligando lugares e pessoas e levando a abundância aos milhares que povoam suas margens.

Isto é ser conservador? Então eu o sou!

15.11.11

Totalitarismo de mansinho

A pretexto de nos proteger, o Estado vai se imiscuindo cada vez mais em nossas vidas, para nos dizer o que podemos fazer e o que não podemos. É um socialismo totalitário que vai entrando de mansinho, sem precisar para isso de revoluções sangrentas como a de 1917 na Rússia, nem de ditaduras férreas como a de Hitler.
Somos tratados como menores de idade. Vemo-nos obrigados a educar nossos filhos do modo como o Estado manda. Querem nos proibir de criticar os homossexuais, negam nosso direito cristão de execrar qualquer participação no aborto, na contracepção ou no divórcio. A pretexto de que não se pode discriminar, perseguem-nos – até judicialmente – se despedirmos um empregado ineficiente ou ampararmos a moral de nossas filhas. A propósito dessa "proteção" indesejada e cada vez mais abrangente, o escritor João Ubaldo Ribeiro, da Academia Brasileira de Letras — de quem entretanto discordamos em muitos pontos — publicou um interessante artigo intitulado "O totalitarismo científico", do qual reproduzimos alguns trechos:
"Cada vez mais se tenta regular a conduta do cidadão, mesmo em áreas imemorialmente reservadas a arbítrio e atos da sua exclusiva alçada. Subitamente, há um afã por proteger-nos de nós mesmos e, muito pior, impor-nos 'verdades' científicas. Isso se deu, por exemplo, com a lei da palmada, que, aliás, parece que não colou, considerada descabida por muitos pais.
Que é isso? Aonde chegamos?
Vive-se em cidades poluídas como Rio e São Paulo, mas o cigarro do vizinho, trancado em seu escritório, é o que prejudica o condomínio?
Deverão em breve manifestar-se os que se sentem incomodados com cheiro de carne assada — e assim poderão ser banidos os churrascos na cobertura. Talvez várias plantas também venham a ser proscritas, pois há muitos alérgicos a pólen que padecem com flores. Caprichando, dá para proibir tudo.
No futuro, para proteger nossa saúde, seremos obrigados a seguir restrições alimentares baixadas pelo Ministério da Saúde e, em certos casos, o supermercado só nos poderá vender alimentos de uma lista carimbada por uma nutricionista oficial. Como essas coisas mudam a cada instante, todo mês sairia uma lista revista do que é cientificamente aconselhável comer e, portanto, devia ser obrigatório.
Não sobra muita razão para não se instalarem câmeras de tevê, a fim de monitorar pelo menos certos casos, como na área da educação. Os pais estabeleceriam os horários em que ajudariam os filhos com os deveres de casa e aí um funcionário do Ministério da Educação acompanharia os acontecimentos em tempo real, para ver se o pai segue a metodologia traçada pelo Ministério e se não faz observações politicamente incorretas. E, na hora em que os pais dessem um livro para os filhos lerem, a leitura só poderia ser realizada depois que os pais ouvissem do governo a contextualização do livro e como ele deverá ser corretamente entendido e explicado". (O Estado de S. Paulo, 2-10-2011)
* * *
Não se trata, é claro, de advogar o anarquismo. O Estado tem, evidentemente, um papel importante na sociedade humana, mas subsidiário. Cabe-lhe fazer aquilo que os indivíduos, as famílias ou outras sociedades intermediárias não têm meios de realizar. É o caso de estradas, da proteção contra calamidades públicas e outras do gênero. Quanto ao mais, ele tem a obrigação de coibir o mal e, na medida do possível, incentivar o bem que os grupos inferiores levam a cabo. Sobretudo o Estado deve simbolizar a união das populações que se encontram sob sua égide.
O inconcebível é o Estado intrometer-se em todos os detalhes da vida do cidadão para aí impor normas de conduta, criando indivíduos-robôs que não se movem mais por si mesmos, mas apenas pelo impulso que lhes vem de fora. Isso é antinatural e anticristão.

Revista Catolicismo: Totalitarismo de mansinho.

15.8.11

Isto é bom demais!!!

O final de semana já se prenunciava maravilhoso, depois de uma sexta-feira extraordinária. Até o clima, que em Curitiba é sempre uma incógnita, ajudou. E muito. O dia foi muito bom.

Veio o sábado, alguns passeios com a Rogéria, programas já definidos, e o André resolveu convidar os colegas de CEFET - ops, UTFPR! - para realizar um trabalho em casa. E para reforçar, um cardápio especial: torresmo! A lua cheia maravilhosa vista do alto do São Lourenço, depois de um passeio pelo Parque Tanguá (na minha opinião o mais bonito de Curitiba) não era muito propícia. Afinal, depois de mais de vinte e cinco anos na "lida" com o torresmo, descobri que a Minguante é a melhor. Mas como a agenda não poderia esperar, fomos em frente.

Panelão no fogo, toucinho com pele já cortado, duas horas de mexidas e remexidas, e ... Eis o resultado:

Bom, dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras... Por enquanto é só imagem, sem o cheiro delicioso e o pipocar dos torresmos ainda quentinhos. Posso garantir que ficou bom:

Acompanhados de uma singela Baden Baden Red Ale - presente que a Amanda me trouxe direto de Campos do Jordão - posso dizer que ficou insuperável!

Tá servido?

8.7.11

O retorno da ética.

Hoje tomamos consciência de que não é possível viver sem ética.
 
Ético é aquele que vive a liberdade com responsabilidade. Gilles Lipovetsky afirmou: "O século XXI será ético ou não existirá". Precisamos novamente estar abertos aos valores e cultivá-los em nossa vida pessoal, em nossa familia, em nossa comunidade, na sociedade e no cuidado da natureza. Precisamos da ética até no modo de viver a religião, ligando fé e vida coerente, sem ser objeto dos aproveitadores da fé. Sem ética perdemos o rumo da vida; é como um barco furado que logo afunda e não chega a lugar algum. Ética é saber discernir e examinar tudo para ficar com o que é bom.
 
Frei Nilo Agostini, OFM
Autor do livro Moral cristã - Temas para o dia-a-dia, Ed. Vozes

16.6.11

Ninguém é substituível!

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um, ameaça:
- Ninguém é insubstituível!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta, e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor, confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível... E quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso...
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são, sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em reforçar o brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus erros ou deficiências?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços para descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando sobre o assunto, o rapaz continuava:
- Se um gerente ou coordenador ainda está focado em melhorar as fraquezas de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de técnico de futebol que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou professor que dispensaria Albert Einstein por tirar notas baixas na escola; ou maestro que desprezaria Beethoven por ser surdo. E na gestão deles o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou à sua a volta e reparou que o Diretor olhava para baixo, pensativo. E seguiu nesses termos:
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem, mudariam o curso natural e os rios seriam retos, não haveria montanha, nem lagoas, nem cavernas, nem homens, nem mulheres, nem sexo, nem chefes, nem subordinados… Apenas peças… Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões foi pra outras moradas: ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... E hoje, para substituí-lo, chamamos... NINGUÉM! Pois nosso Zaca é insubstituível." – concluiu o rapaz, e o silêncio foi total.

PORTANTO NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA, NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É, E OUTRAS QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO. ACOSTUME-SE A ISSO, COM MUITA PAZ DE ESPÍRITO.

É bom para refletir e valorizar-se.

21.5.11

Porque a segurança da informação deve atentar-se às falhas dos computadores.

Quando um computador trava nosso instinto é reiniciá-lo, e não questionar a causa raiz da falha. Mas talvez devêssemos tentar entender estas falhas antes de tentar esquecê-las.
 
Paul Kocher, presidente e cientista-chefe do Cryptography Research, Inc. em San Francisco pensa que a compreensão das falhas pela indústria de segurança da informação está ainda em sua infância, e que os profissionais de segurança hoje deve tentar aprender com outras indústrias que têm melhorado bastante seus perfis de risco e a confiança do consumidor ao longo dos anos. Por exemplo a indústria da aviação.

Na década de 1940 "havia cerca de dez mortes por cada cem milhões de milhas voadas pelos passageiros", disse ele. Isso significava que o passageiro médio poderia esperar morrer a cada cem milhões de milhas voadas... Hoje, quando o transporte aéreo é muito mais comum, a maioria das pessoas têm voado pelo menos um milhão ou mais milhas aéreas. Em termos da aviação de 1940, a maioria de nós teria uma  em cinco chances de morrer de acidente de avião. Com esse histórico a indústria da aviação não poderia ter sobrevivido ou ser tão robusta quanto é hoje.

No entanto, nós toleramos falhas semelhantes e acidentes na indústria de computadores todos os dias.

Kocher disse que houve uma melhora de mil vezes na segurança da aviação ao longo dos anos porque, a cada vez que um avião cai, a indústria não diz "Opa, esse pedaço de metal quebrou". Ou "muito ruim". Ou "o piloto cometeu um erro primário, porque não soube lidar adequadamente com a falha do motor". "Pelo contrário, há um processo formal que conduz a uma melhoria exponencial na segurança da aviação. Qualquer acidente de aviação é investigado, e muitas vezes não há uma, mas várias causas por trás dele. Por isso é que é praticamente impossível que um erro possa derrubar um avião hoje", disse ele, já que são três, quatro ou cinco falhas que geralmente compõem um acidente. Com a utilização obrigatória de caixas-pretas, caras e extensas investigações de campo e reconstruções, cada falha aviação torna-se menos e menos provável no futuro.

"Em segurança de computadores porém estamos indo na outra direção", disse Kocher, porque a indústria não tem uma visão profissional - analítica - do fracasso. Alguns fornecedores vão passar muitos meses à procura de problemas que não existem. Por outro lado, alguns vendedores só irão corrigir os erros e não farão mais nada. "Na indústria da aviação não há uma tentativa de blindar a segurança da aviação para tentar convencer os consumidores de que não há possibilidade de um acidente de avião 'se você levar a varinha mágica na mão'", disse ele. Em vez disso, há pessoas e empresas que tentam reunir bastante informação. Eles realizam uma análise de causa raiz e tentam aprender o máximo que puderem sobre cada falha.

"Por outro lado", disse Kocher, "em segurança da informação, se você for a dez especialistas e perguntar o que você deve fazer para resolver o seu problema de segurança de dados específico, você poderá obter dez diferentes respostas. Uma ou duas dessas soluções podem funcionar. Oito das dez soluções não".

Ele comparou a segurança do computador para a medicina em 1820, "quando você encontrava óleo de cobra sendo vendido junto com algumas coisas que funcionavam bem, mas nós não podíamos explicar por que elas funcionavam". Mesmo quando as soluções funcionam, muitas vezes não sabemos o suficiente sobre isso para explicar por que elas funcionam. Depois de mais de cinqüenta anos, nós ainda não entendemos as causas das falhas dos computadores.

Kocher cita a Lei de Moore, que afirma que o número de transistores colocados em um chip dobra a cada dois anos. A Lei de Moore permite a instalação de baixo custo de muitas camadas adicionais de proteção. Dessa forma, se uma peça falhar, as demais vão garantir que as propriedades de segurança global sejam atendidas. Eventualmente, se você criar barreiras suficientes "elas funcionam, mas não é algo muito elegante", disse ele. Mas "que é como colocar trinta camadas de bunker de concreto ao redor de sua casa, uma de madeira, um alarme contra roubo, etc, e depois tentar fazê-los interagir de várias maneiras para impedir a sua filha adolescente de sair de casa à noite."

Kocher disse que é importante compreender também as motivações subjacentes. Hoje, os atacantes de computador têm mais incentivo para aprender sobre as falhas do que os fornecedores de soluções. Os mocinhos vão receber seus salários se uma determinada solução funcionou ou não. Mas os bandidos só são pagos se forem bem sucedidos.

 
Artigo original de Robert Vamosi, do Blog da Forbes (http://blogs.forbes.com/firewall/2011/03/04/why-cybersecurity-should-focus-on-failure/), traduzido por Luis Gonzaga.

28.4.11

Gartner / Offshore: Critérios dos melhores Países

O Brasil está na lista do Gartner dos 30 países melhores para serviços offshore em 2010 e 2011.

 

A Índia foi considerada o melhor país para serviços de terceirização de TI globais no estudo do Gartner, que analisou 10 critérios em cada país.

 

Na lista, a presença das nações emergentes é notável. Nas Américas, entraram para a lista a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá e Peru – em ordem alfabética.

 

Da região Ásia/Pacífico, foram incluídos Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Sri Lanka, Tailândia e Vietnã.

 

Na Europa, Oriente Médio e África (EMEA) foram incluídos Bulgária, República Checa, Egito, Hungria, Ilhas Maurício e Peru. A Turquia voltou a fazer parte da lista. Dos 8 países que saíram da lista, 7 são desenvolvidos: Austrália, Canadá, Irlanda, Israel, Nova Zelândia, Cingapura e Espanha. O Uruguai deixou a lista, não porque está com fraco desempenho, mas por não conseguir o mesmo progresso dos outros países.

 

Os dez critérios considerados na avaliação foram :

 

1.       Língua

2.       Apoio Governamental

3.       Mão de Obra

4.       Infra-Estrutura

5.       Sistema Educacional

6.       Custo

7.       Ambiente Político e Econômico

8.       Compatibilidade Cultural

9.       Maturidade Legal e Global

10.   Segurança da Propriedade Intelectual e de Dados

11.   Privacidade

 

O Brasil recebeu a avaliação geral de "Bom" no quesito apoio governamental, empatado com a Costa Rica. No quesito Mão de Obra, o Brasil também ficou com avaliação de "Bom" , assim como o Chile. Em infra-estrutura, o Brasil ficou com a avaliação de "O Melhor", empatado com o Chile. No quesito ambiente político e econômico, o Brasil foi considerado "Excelente", melhorando sua avaliação, que era "Muito Bom".

 

Revista Info-Corporate, 21/12/2010