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19.1.09

Mera coincidência?

Como já disse por diversas vezes, não acredito em coincidências. Por força de meu trabalho aprendi a avaliar as ínumeras causas e a convergência de fatores, propositais ou não, dos quais germinam as ocorrências em geral.
 
Em abril de 2002, quando iniciou-se a corrida à sucessão de Fernando Henrique, vivíamos uma razoável tranqüilidade, superadas todas as crises anteriores e com razoáveis condições para um ano sem muitas surpresas. Eis que, quase de repente, abrem-se as comportas do fim do mundo e instala-se uma crise sem precedentes, cujos reflexos talvez ainda cheguem até os dias de hoje. Boa parte desta crise, diga-se de passagem, foi causada pela irresponsabilidade do PT e do então candidato Lula, "contra tudo isto que esta aí" e prometendo inclusive rever as bem-sucedidas privatizações, entre outras sandices.
 
Eleito Lula, tudo mudou. O salvador da pátria - pela primeira vez um presidente-operário !? - fez coisas que repercutirão pelos séculos dos séculos... Amém!
 
Pois muito bem. Recentemente, vínhamos ouvindo os ventos da crise atual desde finais de 2007, mas sem maiores conseqüências, até o acirramento da disputa presidencial americana, depois da longa batalha entre Democratas para a indicação. Flutuações do mercado, alguns solavancos, idas e vindas que sinalizavam algo, mas nenhuma tendência. A partir de determinado momento, porém, a coisa desandou. Crise de verdade, quebradeira, correira, irracionalidade, pânico. Bilhões, trilhões, e nada moutrou-se capaz de estancar a sangria...
 
É claro que por aqui sabia-se que passaria apenas uma marolinha... Não é mesmo? Tanto é que manteve-se o ritmo do consumo (e dos incentivos para tal) e do crédito, dos juros, enfim, quase nada mudou.
 
Eleito Obama, ou melhor, ungido, o cenário mudou: nele estão todas as nossas esperanças. Nossas, da humanidade, do planeta Terra como um todo. Curiosamente, agora ouvimos falar que a crise já chegou, números de Outubro, Novembro e Dezembro já nos mostram a cara do bicho... Enfim, parece que a crise estava aí e nós nem vimos, preocupados que estávamos com o Corinthians saindo da segundona, com as enchentes de Santa Catarina ou com o Papai Noel...
 
Agora depositamos todas as nossas esperanças novamente - não no salvador da pátria, este já com sua missão cumprida e preparando o(a) sucessor(a) - no salvador do mundo - pela primeira vez um presidente negro...
 
Meu lado escopiano-mineiro do cérebro tem incomodado-se com tamanha semelhança...
 
Será tudo isto, desta vez, mera coincidência?

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