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12.8.05

Poupe-nos, Lula! Adeus!

Hoje pela manhã eu estava pensando em escrever algo assim como " Fora, Lula! Já Chega!".

Depois de tudo o que aconteceu ontem, na CPI, com as revelações do Duda Mendonça, acrescentando somente veracidade às palavras de Roberto Jefferson, o governo vinha anunciando um "pronunciamento à Nação" por parte do presidente Lula.

O que eu esperava: o mínimo de verdade, de sinceridade, de reconhecimento de culpa e pedido sincero de - no mínimo - perdão! Como quase todos os brasileiros decentes e minimamente informados.

E o que faz nosso dignatário maior? Um discurso pífio, valorizando-se e a seu governo, referindo-se a conquistas que não são suas e resultados econômicos que não são mérito de seu governo. Exalta seu governo e a si próprio, e continua alheio à tudo... Não sei, não vi, não posso responder! Fui traído! (Por quem, Sr. Presidente? Por quem?).

Mente, dizendo que os organismos do governo estão empenhados em combater a corrupção, quando sabemos claramente que, não fosse o quiprocó entre Dirceu e Jefferson, não fossem as CPI's, jamais saberíamos do esgoto que corria sob nossos pés, no esgoto em que transformaram a República...

Falseia, dizendo que "o governo e o PT devem desculpas à nação, ao povo brasileiro...". Ora, mas quem é represntante máximo do governo, senão ele próprio, Lula da Silva? Quem é o PT, quem sempre esteve à sua frente e o simbolizava mais do que qualquer petista desse país?

"Desculpas", Senhor Presidente, é tudo o que temos ouvido nos últimos dias, quiçá meses, até anos... Desculpas, as mais esfarrapadas possíveis. Mentiras sobre mentiras e sobre mentiras... Versões e versões desconectadas dos fatos, da realidade, e que zombam de nossa inteligência...

Não, não dá mais pra aguentar! Jamais pensei que isso aconteceria, e, do fundo de meu coração, jamais desejei dizer isso antes de 31 de dezembro de 2006. Mas não me resta outra alternativa: Poupe-nos, Sr. Presidente! Adeus Lula! Vá em paz, e deixe-nos também em paz, para podermos tentar recompor, aos poucos, o que sobra de nosso país. Aqui, em nossas almas e em nosso coração, e no exterior.

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